Reprodução/ Instagram

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que as plataformas Meta e X apresentem, no prazo de 24 horas, relatórios técnicos sobre o uso de inteligência artificial (IA) e os critérios de distribuição de conteúdos relacionados aos candidatos à Presidência da República.

A decisão foi tomada pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, após pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A aliança partidária alega que as plataformas teriam favorecido a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) em relação à de Lula, por meio de mecanismos de recomendação, moderação, impulsionamento e distribuição de publicações políticas.

As suspeitas também envolvem o possível uso de ferramentas de inteligência artificial para beneficiar conteúdos associados à campanha do candidato do PL.

Ministro considera necessário investigar suspeitas

Na decisão, Cueva avaliou que os elementos apresentados pela coligação são suficientes para justificar a abertura de uma investigação eleitoral.

O magistrado destacou que a ação descreve possíveis irregularidades envolvendo a infraestrutura tecnológica das plataformas, incluindo sistemas de anúncios, moderação e recomendação de conteúdos.

A petição também menciona a contratação, pela campanha de Flávio Bolsonaro, de uma empresa supostamente associada à realização de operações de influência digital.

O ministro ressaltou que os fatos apresentados precisam ser apurados. A abertura da investigação, entretanto, não representa confirmação das acusações nem comprovação de favorecimento eleitoral.

Proximidade do segundo turno motivou prazo reduzido

O prazo de 24 horas estabelecido pelo TSE considera a proximidade do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25/10).

As empresas deverão fornecer esclarecimentos técnicos sobre os mecanismos utilizados para distribuir e recomendar publicações político-eleitorais, além do funcionamento de ferramentas de inteligência artificial relacionadas a esses conteúdos.

As informações solicitadas poderão auxiliar a Justiça Eleitoral na avaliação das suspeitas apresentadas pela coligação.

A investigação busca verificar se houve tratamento desigual entre as candidaturas nas plataformas digitais e se eventuais práticas tiveram repercussão sobre a disputa eleitoral.

Com informações de Metrópoles
Artigo anteriorGovernador Roberto Cidade prestigia posse de novos desembargadores do Tribunal de Justiça do Amazonas
Próximo artigoReal Time Big Data aponta Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos