
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), fez questão de adotar um tom conciliador ao comentar a filiação do vice-governador Tadeu de Souza ao Progressistas. Em coletiva nesta quinta-feira (12), David afirmou que está “tudo sob controle” e classificou a mudança partidária como parte natural do processo democrático. Publicamente, o discurso é de tranquilidade. Nos bastidores, porém, a leitura é mais cuidadosa. A saída de Tadeu do Avante mexe diretamente com o tabuleiro político da capital e do interior, sobretudo porque o vice é hoje uma das peças centrais do grupo governista. A movimentação foi absorvida sem embate aberto, mas ninguém ignora que o gesto altera o equilíbrio interno e antecipa disputas silenciosas dentro do próprio campo aliado.
Bastidores da sucessão
A filiação de Tadeu ao PP, dentro da Federação União Progressista, é vista como movimento estratégico para pavimentar o caminho do governador Wilson Lima rumo ao Senado e reorganizar a sucessão estadual. A avaliação predominante é que, ao assumir o governo em abril, Tadeu passa automaticamente ao centro do debate eleitoral.
Há duas correntes claras circulando entre lideranças: uma aposta que Tadeu disputará a reeleição ao Governo do Estado; outra sustenta que ele não será candidato e poderá caminhar com David Almeida, que ensaia sua própria pré-candidatura. Seja qual for o desfecho, o fato é que a filiação acelerou conversas reservadas, aproximou atores e deixou claro que o calendário político entrou em modo turbo.
Como resumiu um interlocutor experiente: agora a caldeira começou a chiar — e ainda estamos longe do ponto de fervura.
Braga aguarda abril para decidir
O senador Eduardo Braga (MDB), que busca a reeleição, adotou cautela ao ser perguntado sobre qual palanque vai escolher: o de David Almeida ou o do senador Omar Aziz (PSD). Disse estar “andando com Omar para cima e para baixo”, mas deixou claro que tudo passa pelo dia 4 de abril — data-limite para desincompatibilizações.
Braga também citou a filiação de Tadeu à União Progressista como fator novo no cenário. Tradução política: agora é que o jogo começa de verdade. Até lá, conversas reservadas, alianças em construção e muita especulação.
Educação pode ganhar novo protagonista
Quem também entrou no radar eleitoral foi o secretário municipal de Educação de Manaus, Júnior Mar. Ele admitiu publicamente que pode disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas. Ainda sem oficializar candidatura, confirmou que há um movimento político em curso.
Com forte ligação com a área educacional e discurso técnico, Júnior Mar deixou claro que, se entrar na disputa, pretende apresentar os resultados da educação municipal como principal bandeira. Caso avance, será mais um nome do entorno de David Almeida mirando espaço na Aleam.
Câmara acelera ritmo em ano pré-eleitoral
A Câmara Municipal de Manaus abriu oficialmente os trabalhos da nova sessão legislativa, já sob clima de pré-campanha. O presidente da Casa, David Reis (Avante), prometeu intensificar o ritmo das atividades, ampliar ações nos bairros e reforçar o papel fiscalizador do Legislativo.
Mesmo durante o recesso, vereadores mantiveram agendas nas comunidades, preparando terreno para um ano em que cada movimento terá peso político. A ordem interna é produzir, aparecer e marcar posição.
Reconhecimento internacional no Judiciário
A vice-presidente e corregedora do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, Nélia Caminha Jorge, foi anunciada vencedora da categoria jurídica do Prêmio Global Forum of Women in Law 2026, promovido por fundação ligada à Southeast Missouri State University, nos Estados Unidos.
A premiação, que considera liderança, impacto institucional e compromisso social, será entregue em março, no Missouri. Um reconhecimento internacional que projeta o nome do Amazonas no cenário jurídico global.
Economistas tomam posse
Nesta quinta-feira (12), o Conselho Regional de Economia da 13ª Região Amazonas e Roraima empossa sua nova diretoria. Assume a presidência o economista Márcio Paixão Ribeiro, ao lado da vice-presidente Maria do Socorro Corrêa da Silva.
O ato marca o início da gestão 2026 e também renova o conselho para o triênio 2026–2028, em um momento em que o debate econômico ganha peso diante do cenário eleitoral e dos desafios regionais.







