
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou nesta quinta-feira (29) que o Oriente Médio “não precisa de uma nova guerra” ao ser questionada se o bloco apoiaria uma ação militar dos Estados Unidos contra o Irã.
Kallas enfatizou a necessidade de maior pressão e sanções, em vez de escalada do conflito.
Mais cedo, a União Europeia designou a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como organização terrorista, colocando o grupo em uma categoria semelhante à do Estado Islâmico e da Al-Qaeda.
A ação marca uma mudança simbólica na abordagem da Europa em relação à liderança iraniana. “A repressão não pode ficar sem resposta”, disse Kallas em uma coletiva de imprensa.
Criada após a Revolução Islâmica de 1979 no Irã para proteger o sistema clerical xiita, a Guarda Revolucionária exerce grande influência no país, controlando amplos setores da economia e das Forças Armadas.
Os guardas também ficaram responsáveis pelos programas de mísseis balísticos e nuclear do Irã.
Embora alguns Estados-membros da União Europeia já tenham pressionado para que a Guarda Revolucionária Islâmica fosse incluída na lista de organizações terroristas, outros se mostraram mais cautelosos, temendo que isso pudesse dificultar a comunicação com o governo iraniano e colocar em risco os cidadãos europeus dentro do país.
Mas a brutal repressão a um movimento de protesto nacional no início deste mês, que resultou na morte de milhares de pessoas, impulsionou a medida.
A França e a Itália, que antes se mostravam relutantes em incluir a guarda na lista, manifestaram seu apoio nesta semana.
Com informações de CNN Brasil.







