Javier Campos/Getty Images

A Venezuela prendeu o empresário colombiano Alex Saab, considerado “testa de ferro” do líder chavista Nicolás Maduro. A detenção ocorreu nas primeiras horas desta quarta-feira (4/2), durante uma operação conjunta do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) com apoio do FBI. As informações foram divulgadas pelo jornal colombiano Rádio Caracol, repassadas por fontes da inteligência dos Estados Unidos.

Saab foi capturado por volta das 2h30 e permanece sob custódia das autoridades venezuelanas. Uma possível extradição para os Estados Unidos está sendo avaliada. Até o momento, não houve confirmação oficial do governo da Venezuela sobre a prisão.

Além de Alex Saab, o empresário Raúl Gorrín, também ligado ao regime chavista e alvo de processos judiciais nos EUA, foi detido na mesma operação. Gorrín é proprietário da emissora Globovisión e está sob sanções do Departamento do Tesouro americano. Os dois teriam sido presos em um condomínio de alto padrão chamado Cerro Verde, na zona sudeste de Caracas, e levados para o complexo prisional de El Helicoide.

Alex Saab havia sido afastado no início de janeiro do cargo que ocupava no Ministério da Indústria e Produção Nacional, durante uma reformulação do gabinete conduzida pela presidente interina Delcy Rodríguez. A mudança ocorreu após a deposição de Nicolás Maduro, capturado junto com sua esposa, Cilia Flores, durante o ataque militar dos Estados Unidos, em 3 de janeiro.

Alex Saab tem histórico com os EUA

Considerado um dos principais operadores financeiros do chavismo, Saab foi alvo de sanções do governo norte-americano por suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção. Ele ganhou projeção ao atuar em operações comerciais do governo venezuelano durante o período mais duro das sanções internacionais, especialmente no fornecimento de alimentos ao programa estatal CLAP.

O empresário foi preso em Cabo Verde em 2020, durante uma escala em uma viagem entre Caracas e Teerã, e acabou extraditado para os Estados Unidos após uma longa disputa judicial. Ele permaneceu preso no país entre 2021 e dezembro de 2023, quando foi libertado em uma troca de prisioneiros negociada entre o governo de Maduro e a administração do então presidente Joe Biden, no contexto dos Acordos de Barbados. O acordo envolveu a libertação de cidadãos americanos e de presos políticos venezuelanos.

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