
A vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros, no norte de Minas Gerais, ficou ferida após o carro de som em que estava ser atingido por pedras, tijolos, garrafas de vidro e outros objetos durante uma carreata em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite de sábado (24). O episódio ocorreu na Avenida Sanitária, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Segundo a assessoria da parlamentar, Iara foi atingida no rosto, perdeu a consciência e precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi encaminhada a um hospital, onde recebeu atendimento médico, passou por exames e permaneceu em observação. Informações divulgadas posteriormente pela imprensa indicaram que a vereadora recebeu alta hospitalar.
Vídeos mostram objetos arremessados contra carro de som
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram homens lançando objetos contra o veículo e os participantes da manifestação. Em alguns registros, aparecem pessoas vestindo camisetas associadas à campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.
A presença dessas vestimentas nos vídeos, porém, não confirma por si só a identidade dos envolvidos nem a responsabilidade individual pelas agressões. A identificação dos autores depende da apuração dos fatos pelas autoridades.
De acordo com o vereador Daniel Dias (PCdoB), que também participava da carreata, o episódio começou após uma tentativa de negociar a passagem do caminhão de som por um trecho da avenida onde havia apoiadores de Flávio Bolsonaro. Segundo o relato, a tentativa de resolver a situação por meio do diálogo não impediu as agressões.
O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), que também estava no ato, condenou o ocorrido e pediu uma investigação rigorosa para identificar e responsabilizar os envolvidos. Relatos divulgados após o episódio também apontaram que outras pessoas que participavam da mobilização foram agredidas.
Vereadora cobra investigação e condena violência política
Em nota divulgada após o episódio, a assessoria de Iara Pimentel classificou as agressões como uma ameaça à democracia e defendeu o direito à participação política sem intimidação ou violência.
“Nenhuma divergência justifica a violência”, afirmou a parlamentar no posicionamento divulgado por sua equipe.
O comunicado também pediu a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, além de manifestar solidariedade às demais pessoas que teriam sido feridas durante o ataque.
A vereadora ressaltou que a liberdade de manifestação e o respeito às diferenças são fundamentais para a convivência democrática e que divergências políticas não podem servir de justificativa para agressões.
Até as primeiras publicações sobre o caso, não havia posicionamento oficial divulgado pela Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais.
Ataque ocorreu na véspera do segundo turno
O episódio aconteceu poucas horas antes do segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25), em meio à mobilização de apoiadores dos dois candidatos em diferentes cidades brasileiras.
O caso reforça a preocupação com a segurança de participantes de atos eleitorais e com a ocorrência de violência motivada por divergências políticas. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias do ataque, identificar os responsáveis e determinar eventuais responsabilidades criminais.







