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A Embaixada do Irã na Tunísia publicou nas redes sociais um vídeo produzido com inteligência artificial que mostra uma luta fictícia entre o Cristo Redentor, monumento símbolo do Rio de Janeiro, e a Estátua da Liberdade, localizada em Nova York, nos Estados Unidos.

Na animação, a Estátua da Liberdade se aproxima do Cristo Redentor e tenta golpeá-lo. Em seguida, a representação do monumento brasileiro reage e acaba destruindo a estátua norte-americana, que é partida ao meio. Ao final da cena, o Cristo Redentor retorna à sua posição original. A publicação foi acompanhada da frase: “Uma frente, uma luta”.

O vídeo faz parte de uma série de conteúdos produzidos e compartilhados por canais ligados ao governo iraniano em meio à disputa narrativa travada nas redes sociais e plataformas digitais durante o atual conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Nos últimos meses, autoridades e veículos ligados ao regime iraniano têm recorrido com frequência a produções feitas com inteligência artificial para divulgar mensagens políticas, reforçar posicionamentos oficiais e criticar adversários internacionais.

A utilização dessas ferramentas se tornou um dos elementos da chamada guerra de informação, na qual governos e grupos políticos buscam influenciar a opinião pública por meio de conteúdos digitais de grande alcance e apelo visual.

Apesar de iniciativas diplomáticas voltadas à redução das tensões, as negociações entre as partes continuam enfrentando obstáculos relacionados a temas como o programa nuclear iraniano e os conflitos envolvendo grupos aliados do Irã na região do Oriente Médio.

Especialistas apontam que o uso crescente de vídeos produzidos com inteligência artificial tem ampliado o alcance das campanhas de comunicação política, tornando as plataformas digitais um espaço cada vez mais relevante nas disputas internacionais contemporâneas.

Com informações de Metrópoles

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