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Daniel Vorcaro deixou a Penitenciária II Potim, no interior de São Paulo, no fim da manhã desta sexta-feira (6/3), rumo a um presídio federal, em Brasília. A transferência acontece após determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite da última quinta-feira (5/3).

O ministro acolheu o pedido da Polícia Federal (PF), que apontou a necessidade imediata da mudança do banqueiro, alegando a importância de manter a integridade física do banqueiro.

Vorcaro é escoltado de Potim ao Aeroporto de São José dos Campos – uma viagem de 82 quilômetros –, onde embarcará em uma aeronave da PF. O trajeto aéreo da cidade no interior de São Paulo até a capital federal demora cerca de 1h40. O empresário deve desembarcar em Brasília no início da tarde.

Vorcaro preso

  • Vorcaro e o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, foram presos na última quarta-feira (4/3).
  • Eles são investigados pela terceira fase da Operação Compliance Zero, por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.
  • Primeiro, os dois foram levados à sede da Polícia Federal na Lapa, na zona oeste de São Paulo.
  • Depois de audiência de custódia, foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, na região metropolitana da capital.
  • Vorcaro e Zettel passaram a noite de quarta-feira no CDP II.
  • Na quinta-feira (5/3), os dois foram transferidos para a Penitenciária II Potim, no Vale do Paraíba, interior de SP.
  • No estabelecimento prisional estadual, os dois permaneceriam isolados por 10 dias, mas Vorcaro teve a transferência autorizada para o sistema federal, no qual dará entrada nesta sexta-feira.
  • Zettel permanece preso em Potim.

No pedido de transferência, a PF argumentou que a lei prevê a inclusão “em estabelecimentos penais federais de segurança máxima aqueles para quem a medida se justifique no interesse da segurança pública ou do próprio preso condenado ou provisório”.

Para a PF, a Penitenciária Federal em Brasília apresenta condições institucionais que “permitem monitoramento mais próximo da execução da custódia, considerando a localização da unidade em relação aos órgãos responsáveis pela condução da investigação e pela supervisão judicial das medidas cautelares adotadas no âmbito do STF”.

O dono do Banco Master tem “capacidade de influência institucional” já evidenciada, ainda segundo a PF, que considera a penitenciária em Brasília o “ambiente dotado de estrutura de segurança compatível com a complexidade e a sensibilidade do caso em investigação”.

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