
O banqueiro Daniel Vorcaro, teve acesso, nesta terça-feira (3/3), ao conteúdo extraído de seus celulares apreendidos pela Polícia Federal em duas operações. A pedido da defesa, o material foi entregue em envelope lacrado, com certificação de um tabelião.
Vorcaro decidiu não permitir acesso ao conteúdo nem mesmo a seus advogados. O objetivo é evidenciar que, se houver vazamento dos dados, não terá partido dele.
A defesa informa que, “no momento oportuno”, o envelope contendo o disco rígido será aberto, também na presença de um tebeleão e só será acessado pelo computador pessoal de Vorcaro.
Os advogados de Vorcaro já questionaram o Supremo Tribunal Federal sobre vazamento de informaçoes do inquérito, que tramita sob sigilo.
Após acareação em 30 de dezembro de 2025 no STF, o advogado Roberto Podval relatou que as perguntas da delegada Janaina Palazzo estavam na imprensa 20 minutos após a audiência.
“Nós já inclusive havíamos pedido a instauração de inquérito para averiguar os vazamentos. Então vamos relatar ao ministro o ocorrido, deixo aqui consignado, porque esse caso aconteceu 20 minutos depois da audiência acabar”, declarou Podval na ocasião.
Mensagens recuperadas no celular de Vorcaro já provocaram a queda do ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito que investiga o Banco Master. Os peritos encontraram diálogos que evidenciaram relação de negócios entre o banqueiro e o então relator das investigaçoes contra ele no Supremo. Toffoli acabou admitindo ser dono do Resort Tayayá, no Paraná, vendido para Vorcaro.
No meio político, há apreensão sobre quais outros conteúdos a PF conseguiu recuperar. Vorcaro tinha relações com autoridades dos Três Poderes e de todos os partidos.
Com informações de Metrópoles.







