
Antes de seguir carreira internacional no cinema, Wagner Moura, 50, fez seu nome na indústria nacional ao protagonizar duas novelas dos anos 2000, “A Lua Me Disse” (2005) e “Paraíso Tropical” (2007).
Em entrevista ao programa “Conversa do Bial”, exibido na noite da última terça-feira (4), o ator comentou sobre como foi participar dos folhetins e a importância dos títulos em sua formação profissional.
“A novela é também um patrimônio da cultura brasileira. Eu adoro novela. Hoje em dia vejo menos, mas já vi muita. Adorei fazer. E a novela me preparou, porque na novela você tem que chegar e já pá, pá, pá. Esse sentido de sobrevivência, a novela me deu”, brincou ele.
Afastado há quase 20 anos da indústria, Moura continua apreciando e enaltecendo o trabalho por trás das novelas brasileiras. Ainda que não tenha retornado às origens cinematográficas, até o momento, o pernambucano se consagrou um dos nomes mais emblemáticos do cinema entre 2025 e 2026.
“Então, nesse momento frenético que eu estou vivendo, eu estou chegando no set sem saber os meus textos. Não sou eu, mas é um outro eu que eu estou inventando e que eu quero ter aqui. Isso a novela me deu, me preparou”, comentou.
Wagner mencionou, porém, que há um lado negativo em fazer parte dessas produções: o tempo. Para ele, o processo completo costuma levar um ano inteiro e, por isso, os atores precisam ficar “agarrados a uma coisa só”,
No último ano, o artista fez sucesso ao estrelar “O Agente Secreto” — filme vencedor de mais de 70 prêmios e indicado quatro vezes ao Oscar —, “A Última Casa”, que será lançado no dia 9 de agosto na Netflix, participar de um thriller com Kristen Stewart sobre vampiros e integrar a peça de teatro “Um Julgamento”.
Ao longo da entrevista, ele também comentou sobre seus filhos seguirem seus passos artísticos, algo que ele diz apoiar 100%. Frutos da relação com a jornalista Sandra Delgado, Moura tem três herdeiros: Bem, 19, Salvador, 16, e José, 14.
Com informações da CNN Brasil.







