Volodymyr Zelensky • REUTERS/Valentyn Ogirenko

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou, nesta segunda-feira (16), que a inteligência ucraniana indicou a iminência de mais ataques russos contra alvos energéticos e que isso dificulta ainda mais um acordo para encerrar a guerra que já dura quase quatro anos.

“Relatórios de inteligência mostram que a Rússia está preparando novos ataques massivos contra a infraestrutura energética, portanto é necessário garantir que todos os sistemas de defesa aérea estejam devidamente configurados”, disse Zelensky em seu pronunciamento diário em vídeo.

Delegações ucranianas, russas e americanas estão na cidade suíça de Genebra para a terceira rodada de negociações mediadas pelos EUA, que vão se concentrar nesta terça-feira (17), pela primeira vez, na questão mais espinhosa da guerra: o destino do território ucraniano ocupado pela Rússia.

Zelensky afirmou que os ataques russos estão “em constante evolução” e utilizam uma combinação de armas, incluindo drones e mísseis, exigindo “defesa especial e apoio de nossos parceiros”.

“A Rússia não consegue resistir à tentação dos últimos dias de frio do inverno e quer atingir os ucranianos com força”, disse ele. “Os parceiros precisam entender isso. Em primeiro lugar, isso diz respeito aos Estados Unidos.”

A Reuters não conseguiu contatar imediatamente autoridades russas para comentar o assunto.

O chefe da delegação da Ucrânia, Rustem Umerov, disse no Telegram que sua equipe já estava em Genebra, ansiosa por “trabalho construtivo e reuniões substanciais sobre questões de segurança e humanitárias”.

Moscou quer que a Ucrânia ceda a totalidade da região de Donbass. O Kremlin confirmou que Vladimir Medinsky, assessor do presidente Vladimir Putin, liderará a delegação russa.

“Desta vez, a ideia é discutir uma gama mais ampla de questões, incluindo, na verdade, as principais. As principais questões dizem respeito tanto aos territórios quanto a tudo o mais relacionado às reivindicações que apresentamos”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas.

Duas rodadas anteriores de negociações apoiadas pelos EUA nos Emirados Árabes Unidos resultaram em uma troca de prisioneiros, mas não em nenhum avanço rumo a um acordo.

Com informações de CNN Brasil.

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