A divulgação de um áudio gravado em data desconhecida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro não só abalou as estruturas já um tanto corroídas do coronel da reserva, Alfredo Menezes, mas rendeu, também, um novo capítulo de uma novela sem previsão para acabar.

Exibido pelo Fato Amazônico, terça-feira, 03, depois de disponibilizado nas redes sociais pelo vereador sargento Salazar, o áudio da discórdia, entre outras afirmações cravadas por Bolsonaro, dizia que Menezes era carta fora do baralho (ver vídeo).

Revoltado com “afago” nem surpreendente, tampouco inesperado do colega da Academia Militar das Agulhas Negras (Amam), instalada em Resende (RJ), Menezes se posiciona no front no fundo de sua rede – não é puída, não -, coberto e alinhado, abre fogo contra Salazar.

“Bandido malhado das redes sociais. Nunca foi bolsonarista e nem de direita. Bandido sem princípios, sem valores moral e familiar, que não tem um ser supremo. O patrimônio dele à Pátria é o dinheiro, um péssimo profissional”.

Ah! ainda no vai-e-vem de sua confortável rede adornada com desenhos irregulares na cor marrom amarelo, com a cabeça dispostas em travesseiro forrado com alva fronha branca, Menezes não esqueceu de agradecer a Salazar   o singelo apelido roll on, próprio às marcas de desodorante, disponível nas drogarias e supermercados a todo ser vivente.

“Obrigado pelo elogia de cabeça de roll on que é uma coisa agradável, que exala um odor cheiroso, porque aqui tem ideias, tem preparo, senso crítico”.

Mas, como escreveu Augusto dos Anjos em Versos Íntimos, que o beijo é véspera do escarro”, Menezes disparou sem dó nem piedade: “A sua cabeça está cheia de merda, dela não sai nada que preste. Sabe o que acontece com as cabeças ocas? A gente usa a marreta. O amazonas não pode colocar no congresso nacional um cabeça oca o que precisamos é de representantes preparados”.

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