
A presença do vereador Coronel Rosses (PL) na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) terminou em confronto direto com professor e estudantes, em um episódio marcado por tensão, troca de acusações e forte carga política.
O parlamentar esteve no campus nesta terça-feira (5) para retirar cartazes de cunho político espalhados pelos corredores, o que provocou reação imediata da comunidade acadêmica. No Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), a situação escalou para um bate-boca com o professor Luiz Antônio Nascimento, diante de diversos alunos.
Durante a discussão, o clima ficou ainda mais acirrado. “Você não tem o direito de fiscalizar a universidade.” Ao que Rosses respondeu: “Eu tenho o direito de entrar aonde eu quiser, como funcionário público e como vereador”. O embate verbal continuou com o professor reagindo: “Você acha que vai intimidar meus alunos? Vocês vieram aqui intimidar meus alunos, seus canalhas”. Irritado, o vereador retrucou: “Quem são canalhas aqui?”. O docente respondeu de forma direta: “Vocês são canalhas”.
A tensão aumentou com a proximidade física entre os dois. O professor Luiz Antônio exigiu que o vereador mantivesse distância e interrompesse gestos considerados agressivos. “Não aponte o dedo para mim, me respeite”, afirmou o sociólogo, que também mencionou a possibilidade de acionar as autoridades policiais diante da situação.
O episódio foi acompanhado por estudantes, que se aglomeraram no local e também reagiram à ação do parlamentar, ampliando o clima de confronto dentro da universidade.
Escalada de tensão na universidade
Este é o segundo episódio envolvendo retirada de cartazes políticos na UFAM em menos de uma semana. Dias antes, um grupo de militantes também protagonizou a remoção e destruição de materiais em outro instituto da universidade, gerando forte repercussão.
A sequência evidencia um ambiente cada vez mais polarizado dentro da instituição, com conflitos frequentes envolvendo manifestações políticas e ideológicas.
Vereador fala em perseguição
Após o incidente, Coronel Rosses afirmou nas redes sociais que foi alvo de hostilidade ao tentar averiguar denúncias e reforçou que não se intimidará diante das reações. Segundo ele, a universidade é um espaço público e deve garantir liberdade de expressão.







