
A Justiça italiana divulgou nesta sexta-feira (12/6) a decisão que negou a extradição e libertou a ex-deputada Carla Zambelli. Porém, ainda há outro processo em curso na Corte de Cassação de Roma sobre o envio da parlamentar de volta ao Brasil.
Zambelli foi condenada em dois processos no Brasil:
- A 10 anos e 8 meses de prisão, pela invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); e
- A 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no caso em que perseguiu um homem armada em 2022.
O processo decidido pela última instância da Itália é referente à invasão hacker ao sistema do CNJ. A Corte ainda julgará se a ex-deputada será extraditada pelo caso do porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Não há data definida para este julgamento.
O caso da extradição por porte ilegal de arma foi analisado pela Corte de Apelação de Roma (2ª instância), que autorizou a extradição da ex-parlamentar no âmbito desta condenação. A defesa de Zambelli recorreu à Corte de Cassação, que ainda deve decidir sobre o caso.
No processo da invasão hacker, a Justiça italiana decidiu não extraditar Zambelli, pois considerou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atuou amplamente no processo, não era imparcial, pois estava envolvido como vítima e juiz do caso.
Com informações do Metrópoles.







