Kateryna Kon - Science Photo Library / Getty Images

Um estudo publicado em 2 de julho na revista científica JAMA Network Open identificou uma associação entre alguns contraceptivos hormonais à base de progestagênios e um risco maior de desenvolvimento de meningioma, o tumor mais comum das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.

A pesquisa analisou registros nacionais de saúde de 2,9 milhões de mulheres da Dinamarca, com idades entre 15 e 59 anos, acompanhadas entre 1996 e 2021. Durante esse período, foram registrados 1.339 casos de meningioma, permitindo aos pesquisadores comparar a incidência do tumor entre usuárias e não usuárias de diferentes métodos contraceptivos hormonais.

Os resultados apontaram que o maior risco foi observado entre mulheres que utilizavam acetato de medroxiprogesterona injetável. Também foram encontradas associações com contraceptivos contendo desogestrel, drospirenona, gestodeno, levonorgestrel e ciproterona, além do DIU de alta dose de levonorgestrel, especialmente após períodos prolongados de uso.

Segundo os autores, em alguns métodos o aumento do risco foi mais evidente entre usuárias atuais ou recentes e tornou-se mais pronunciado conforme o tempo de utilização.

O meningioma é um tumor que se desenvolve nas meninges, membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. Cerca de 90% dos casos são benignos, mas, dependendo da localização e do tamanho, pode causar sintomas como dores de cabeça persistentes, alterações na visão, convulsões e perda de força em alguma parte do corpo.

O tratamento varia conforme cada caso e pode incluir apenas acompanhamento periódico, cirurgia ou radioterapia.

Os pesquisadores ressaltam que o estudo é observacional e, portanto, identifica apenas uma associação entre determinados contraceptivos e o meningioma, sem comprovar uma relação de causa e efeito.

Apesar dos resultados, o risco absoluto da doença continua sendo considerado baixo. Por isso, os autores não recomendam a interrupção do uso dos contraceptivos por conta própria.

A orientação permanece a mesma: qualquer decisão sobre iniciar, trocar ou suspender um método contraceptivo hormonal deve ser tomada em conjunto com o ginecologista, levando em consideração o histórico de saúde, os fatores de risco e as necessidades individuais de cada paciente.

Com informações de Metrópoles

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