
A candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), fez duras críticas à atuação da Justiça Eleitoral na manhã deste domingo (25), após votar no segundo turno das eleições de 2026, em Manaus. A empresária afirmou ter enfrentado a máquina pública e o que classificou como um “desequilíbrio absurdo do Poder Judiciário” durante a disputa contra Omar Aziz (PSD). Apesar das críticas, declarou estar confiante na decisão dos eleitores.
“Nenhum poder é maior do que o poder do povo”, afirmou Maria do Carmo ao questionar decisões judiciais que atingiram sua propaganda eleitoral na reta final da campanha.
A candidata chegou ao local de votação por volta das 9h46, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul da capital amazonense, acompanhada do candidato a vice-governador, Coronel Anibal (PL), e da deputada estadual Débora Menezes (PL).
Maria do Carmo questiona decisões da Justiça Eleitoral
Questionada por jornalistas sobre a perda de inserções de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, Maria do Carmo afirmou considerar que houve interferência indevida do Judiciário em determinadas situações da campanha.
“Há uma interferência indevida, na minha opinião, do Poder Judiciário em certas situações”, declarou.
Segundo a candidata, sua campanha foi surpreendida por decisões judiciais mesmo quando, conforme sua avaliação, seguia as regras estabelecidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
Maria do Carmo também defendeu o direito de questionar publicamente as decisões da Justiça Eleitoral, ressaltando sua condição de advogada e cidadã.
“Criticar faz parte, todo mundo tem o direito, e é por isso que eu me sinto no direito de criticar sim, não só porque eu sou advogada, mas também como cidadã. A gente tem esse direito. Nenhum poder é maior do que o poder do povo”, afirmou.
Campanha sofreu restrições na propaganda eleitoral
As críticas da candidata ocorrem após decisões da Justiça Eleitoral que atingiram sua campanha durante os últimos dias antes do segundo turno.
Entre as medidas mencionadas estão a suspensão de peças publicitárias e a concessão de direitos de resposta ao adversário, Omar Aziz. Segundo as informações divulgadas, uma das decisões resultou na perda de 620 inserções de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
Maria do Carmo considera que essas medidas prejudicaram sua campanha. As decisões, no entanto, foram tomadas no âmbito da fiscalização judicial da propaganda eleitoral, e a avaliação de que houve interferência indevida representa a posição da candidata.
“Quando o povo quer, ninguém segura”
Apesar de afirmar que enfrentou dificuldades durante a campanha, Maria do Carmo demonstrou confiança no resultado das urnas.
“A gente sabe que quando o povo quer ninguém segura”, declarou.
A candidata disputa o segundo turno contra Omar Aziz, que terminou a primeira etapa das eleições na liderança, com 40,63% dos votos válidos, enquanto Maria do Carmo recebeu 24,49%.
Neste domingo, os eleitores amazonenses retornam às urnas para decidir quem governará o estado pelos próximos quatro anos.
A votação ocorre das 7h às 16h, no horário de Manaus, e a apuração terá início após o encerramento do pleito.







