KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Após conquistar a reeleição no domingo (25/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou as articulações para definir a equipe ministerial de seu quarto mandato, que começará em janeiro de 2027.

A formação do novo governo deverá considerar a relação com o Congresso Nacional, a participação de aliados derrotados nas eleições e a construção de lideranças para a disputa presidencial de 2030.

Entre os nomes que ganharam destaque nos bastidores estão o senador Camilo Santana (PT-CE), o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o deputado federal André Janones (Rede-MG), que participaram da campanha presidencial.

Casa Civil e Fazenda estão entre as principais negociações

Camilo Santana, ex-ministro da Educação, é apontado como possível indicado para a Casa Civil. O senador participou da coordenação política da campanha de Lula e da articulação eleitoral no Ceará.

Rafael Fonteles, por sua vez, é cotado para o Ministério da Fazenda. O governador já comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí e atuou na comunicação da campanha presidencial durante o segundo turno. Para assumir uma pasta federal, precisaria deixar o governo estadual.

Também são mencionados para a Fazenda o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e o atual titular da pasta, Dario Durigan.

As discussões ocorrem após a forte reação negativa do mercado financeiro à reeleição de Lula. Na segunda-feira (26/10), o Ibovespa encerrou o pregão com queda de 13,88%, aos 177.608 pontos.

Nesse contexto, a eventual indicação de Alckmin é considerada por interlocutores políticos uma alternativa para transmitir maior previsibilidade econômica aos investidores.

Aliados derrotados e relação com Congresso influenciam escolhas

A composição ministerial também poderá contemplar integrantes da base governista que não conquistaram cargos nas eleições de 2026.

Entre os nomes citados estão Fernando Haddad, derrotado na disputa pelo governo de São Paulo; Marina Silva e Simone Tebet, que concorreram ao Senado pelo estado; e Gleisi Hoffmann, que disputou uma vaga no Senado pelo Paraná.

Também aparecem nas articulações João Campos, Eduardo Paes, Randolfe Rodrigues, Paulo Pimenta, Renan Calheiros e Renan Filho.

Parlamentares que permaneceram no governo durante a campanha, como Guilherme Boulos, Alexandre Padilha e José Guimarães, também deverão ser considerados na reorganização ministerial.

Além da distribuição de cargos, Lula enfrentará o desafio de negociar com um Congresso de oposição fortalecida. A partir de fevereiro de 2027, o PL terá a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, e do Senado, com 29 parlamentares.

O PT contará com 70 deputados federais e dez senadores, segundo a composição apresentada.

No discurso após a vitória eleitoral, Lula afirmou que pretende trabalhar com o Congresso escolhido pelos eleitores, apesar das divergências políticas.

As indicações ministeriais ainda estão em discussão, e não há confirmação oficial dos nomes que integrarão o próximo governo.

Com informações de Metrópoles

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