Foto: Divulgação/Adaf

Após a confirmação de um novo caso de raiva dos herbívoros em Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros de Manaus), na sexta-feira (1º/05), a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) está intensificando as ações de captura de morcegos hematófagos para controle populacional, além de educação sanitária para orientar os produtores a respeito da doença.

Logo que a Adaf foi informada sobre sintomas de raiva em um animal bovino em uma propriedade de Presidente Figueiredo, a equipe da autarquia coletou material biológico para análise no Laboratório Central (Lacen/FVS-RCP). O resultado comprovou a ocorrência de raiva, uma doença que não tem cura, leva o animal à morte e pode infectar humanos.

Desde janeiro, a vacinação contra raiva é obrigatória em Presidente Figueiredo, uma vez que o município é considerado de alto risco após registros de focos da doença, exigindo ação sanitária intensificada. É o segundo caso da doença naquele município em cinco meses. O primeiro caso foi registrado em dezembro de 2025; a nova ocorrência localiza-se a mais de 50 quilômetros da primeira.

Vacinação

A obrigatoriedade da vacinação aplica-se a bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, equinos, muares e asininos, com idade igual ou superior a três meses. A não comprovação da vacinação pode impedir a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).

“A vacinação contra raiva não é uma despesa, é um investimento que o produtor faz na proteção de seu próprio rebanho. Com mais esse caso de raiva em Presidente Figueiredo, estamos intensificando as ações naquele município, tanto para controlar a população de morcegos hematófagos, como para informar os produtores sobre a necessidade de prevenção contra a doença”, disse a coordenadora do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) no Amazonas, médica veterinária Larissa Carvalho.

Os sintomas da raiva em herbívoros são predominantemente nervosos e paralíticos, incluindo isolamento do rebanho, salivação intensa (sialorreia), andar cambaleante, paralisia dos membros posteriores, tremores musculares, mugidos anormais e movimentos de pedalagem quando deitados. A Adaf orienta que os produtores, ao perceber tais sintomas, informem uma unidade da autarquia o quanto antes por meio do Whatsapp (92) 9238-5568.

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