
A capacidade de um medicamento agir em uma região específica do corpo está relacionada à chamada afinidade molecular, mecanismo físico-químico que permite ao fármaco se ligar a receptores compatíveis presentes nos tecidos do organismo. Após ser administrado, o remédio pode alcançar diretamente o local de ação ou ser transportado pela corrente sanguínea até encontrar estruturas com as quais tenha compatibilidade.
O funcionamento é frequentemente comparado ao sistema de chave e fechadura: cada medicamento possui características que permitem sua ligação apenas a determinados receptores. Essa interação é responsável por desencadear o efeito terapêutico desejado, seja ativando ou bloqueando funções celulares.
Características do medicamento influenciam sua ação e possíveis efeitos adversos
Depois de ingerido, o comprimido é dissolvido no estômago, absorvido no intestino e distribuído pela circulação sanguínea. A partir desse momento, fatores como composição química e afinidade por determinados tecidos influenciam o destino do fármaco. Medicamentos lipossolúveis, por exemplo, tendem a alcançar com mais facilidade o sistema nervoso central.
Especialistas alertam que nem todos os medicamentos atuam exclusivamente no tecido-alvo. Alguns são menos seletivos e podem se ligar a receptores presentes em diferentes órgãos, aumentando o risco de efeitos adversos. Por esse motivo, a automedicação não é recomendada, pois o uso inadequado pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico correto e provocar complicações. A orientação é que qualquer tratamento seja realizado com acompanhamento de um profissional de saúde, mesmo quando se trata de medicamentos vendidos sem prescrição.
Com informações de Metrópoles







