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Agosto terá dois eclipses em pouco mais de duas semanas, com um fenômeno solar previsto para esta quarta-feira (12) e outro lunar entre os dias 27 e 28. Apesar de os dois eventos chamarem a atenção dos observadores do céu, as condições de visibilidade serão diferentes em cada região do planeta. No Brasil, apenas o eclipse lunar poderá ser acompanhado, desde que as condições meteorológicas e a visibilidade da Lua sejam favoráveis.

Os eclipses acontecem quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados de maneira que um dos corpos celestes passa pela sombra projetada por outro. A posição dos três astros determina o tipo de eclipse e quais regiões da Terra terão condições de observar o fenômeno.

No caso do eclipse solar, a Lua passa entre a Terra e o Sol e bloqueia parte ou toda a luz solar que chega a determinadas áreas do planeta. Quando o alinhamento permite que a Lua cubra completamente o disco solar para quem está em uma faixa específica da superfície terrestre, ocorre um eclipse solar total.

O primeiro eclipse de agosto será justamente desse tipo. O eclipse solar total acontece nesta quarta-feira (12) e terá sua faixa de totalidade passando por algumas regiões do Hemisfério Norte.

Segundo a NASA, o caminho em que o Sol poderá ser completamente encoberto pela Lua inclui a Groenlândia, a Islândia, o norte da Rússia, a Espanha e uma pequena área de Portugal. Nessas localidades, observadores posicionados dentro da faixa de totalidade poderão acompanhar o momento em que a Lua cobre integralmente o disco solar.

Outras áreas da Europa, da África e da América do Norte também terão a oportunidade de observar o fenômeno, mas de forma parcial. Nesses locais, apenas uma parte do Sol ficará encoberta pela Lua.

O Brasil, porém, estará fora da área de visibilidade do eclipse solar. Isso significa que os brasileiros não poderão acompanhar diretamente o fenômeno no céu nesta quarta-feira, mesmo que o eclipse tenha grande repercussão internacional.

A situação será diferente no fim do mês, quando ocorrerá um eclipse lunar parcial. O fenômeno começará na noite de 27 de agosto e avançará pela madrugada de 28 de agosto, podendo ser observado de diferentes regiões do planeta, incluindo o Brasil.

No eclipse lunar, a configuração é diferente da observada durante um eclipse solar. Nesse caso, a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua. Com o alinhamento, a sombra do planeta é projetada sobre a superfície lunar.

Quando apenas uma parte da Lua entra na região mais escura da sombra terrestre, ocorre um eclipse lunar parcial. É esse o fenômeno previsto para a madrugada de 28 de agosto.

De acordo com informações divulgadas pelo Observatório Nacional, unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o eclipse lunar poderá ser acompanhado de todo o território brasileiro. A visibilidade, porém, dependerá das condições do tempo e de a Lua estar visível no momento do evento.

Para quem pretende observar o fenômeno, a recomendação é procurar um local com horizonte aberto e pouca interferência de iluminação artificial. Regiões afastadas dos grandes centros urbanos podem oferecer melhores condições para acompanhar a mudança na aparência da Lua durante a passagem pela sombra da Terra.

Sítios, praias, áreas rurais e parques com pouca iluminação podem ser boas opções para quem deseja observar o eclipse com mais facilidade. Em ambientes urbanos, prédios, árvores e a própria iluminação das cidades podem dificultar a visualização.

Também é importante verificar a previsão do tempo antes de escolher o local de observação. Céu encoberto por muitas nuvens pode impedir ou dificultar a visualização do fenômeno, mesmo em regiões que estejam dentro da área de visibilidade.

Como o eclipse ocorrerá durante a madrugada, também pode ser útil levar uma cadeira ou outro apoio confortável. O fenômeno pode durar algum tempo, e acompanhar as diferentes etapas da passagem da sombra exige que o observador permaneça no local durante parte do evento.

Uma das principais diferenças em relação ao eclipse solar é a segurança para observar o fenômeno. Durante um eclipse lunar, não é necessário utilizar óculos especiais, filtros ou outros equipamentos de proteção para olhar diretamente para a Lua.

Binóculos e telescópios também podem ser utilizados por quem deseja observar o eclipse com mais detalhes. Esses equipamentos permitem acompanhar melhor a superfície lunar e perceber com maior nitidez o avanço da sombra da Terra sobre o satélite natural.

O mês, portanto, terá dois eventos astronômicos importantes, mas apenas um deles estará ao alcance dos observadores brasileiros. O eclipse solar total de 12 de agosto terá sua faixa principal concentrada no Hemisfério Norte, enquanto o eclipse lunar parcial da madrugada de 28 de agosto oferecerá aos brasileiros a oportunidade de acompanhar o fenômeno diretamente no céu.

Para quem estiver no Brasil, o eclipse lunar será o principal destaque astronômico de agosto. Basta escolher um local adequado, verificar as condições meteorológicas e aguardar a Lua entrar na região de sombra projetada pela Terra.

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