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A organização terrorista Al-Qaeda elogiou o ataque contra o voo FZ1073 da FlyDubai, ocorrido em 30 de setembro, e divulgou novas ameaças a aeronaves ligadas a Israel, aos Estados Unidos e a outros países considerados inimigos pelo grupo.

As declarações foram publicadas nesta quinta-feira (8/10), em uma edição da revista de propaganda da Al-Qaeda no Subcontinente Indiano (AQIS), braço da organização que atua em países do sul da Ásia.

Apesar de dedicar um editorial ao episódio, o grupo não reivindicou a autoria do atentado. Na publicação, a organização descreveu o suspeito como alguém inspirado por sua ideologia.

A mensagem também retomou ameaças contra a aviação civil, em referência à estratégia terrorista empregada nos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

Copiloto teria tentado sequestrar aeronave

O ataque ocorreu durante um voo que partiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel Aviv, em Israel.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o copiloto Hamam al-Hammami teria atacado o comandante Smit Machchhar com um machado e tentado assumir o controle da aeronave.

Mesmo ferido, o piloto conseguiu abrir a porta da cabine, permitindo a intervenção de passageiros, que impediram a continuidade da ação.

Após o incidente, o avião foi desviado para a Arábia Saudita, onde o suspeito acabou detido pelas autoridades locais. Posteriormente, ele foi transferido para os Emirados Árabes Unidos.

Investigação aponta possível tentativa de atentado

De acordo com informações preliminares das autoridades emiradenses, o copiloto, nascido em Omã, teria planejado lançar a aeronave contra o Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Israel.

As investigações iniciais indicam que o suspeito teria agido sozinho, sem participação operacional comprovada de uma organização terrorista.

Embora a Al-Qaeda tenha celebrado o episódio em sua publicação, não há confirmação de que o grupo tenha organizado, financiado ou coordenado a tentativa de ataque.

O caso permanece sob investigação das autoridades responsáveis.

Com informações de Metrópoles

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