Fotos: Sérgio Cole

A tradicional Alvorada do Boi Garantido transformou Parintins em um mar vermelho na madrugada desta sexta-feira (1º), reunindo milhares de torcedores em uma das maiores manifestações culturais do Amazonas. Com mais de meio século de história, o evento voltou a mostrar sua força ao arrastar uma multidão pelas ruas da cidade, em um percurso marcado por emoção, identidade e celebração popular.

A programação teve início ainda na noite de quinta-feira (30), na Cidade Garantido, com o show da Pré-Alvorada, que aqueceu o público ao som de toadas clássicas e contemporâneas. À meia-noite, o espetáculo principal reuniu todos os itens oficiais do bumbá, elevando a energia da galera encarnada antes da saída para as ruas.

Após as apresentações, a festa ganhou as vias da Baixa de São José, berço do Garantido, com o tradicional cortejo acompanhado por trio elétrico e pela Batucada. O percurso seguiu por ruas históricas até a Catedral de Nossa Senhora do Carmo, consolidando a Alvorada como um dos momentos mais aguardados do calendário cultural de Parintins.

Mais do que um evento festivo, a Alvorada carrega o peso da história do boi vermelho e branco, remontando às origens do bumbá, ainda nos tempos de Lindolfo Monteverde. Criada em 1975, a celebração cresceu ao longo das décadas e hoje é considerada Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Amazonas, além de impulsionar o turismo e a economia local.

Para a direção do Garantido, o evento simboliza a continuidade de uma tradição que atravessa gerações. O envolvimento do público, cada vez maior, reforça o papel da Alvorada como expressão viva da cultura popular amazonense e como um dos pilares da preparação para o Festival de Parintins.

A festa seguiu até o amanhecer, mantendo viva a essência do “boi de rua” e reafirmando o vínculo entre o Garantido e sua comunidade.

Artigo anteriorWesley Safadão puxa multidão em Tefé na Festa da Castanha, sucesso consolidado no Amazonas
Próximo artigoNovo suspende filiação de candidato ao governo tampão do AM por candidatura sem aval; Aleam mantém registro