
Uma análise divulgada pelo advogado e professor de direito eleitoral Iuri Albuquerque nesta quarta-feira (13) acendeu o alerta nos bastidores da política amazonense ao projetar um cenário de forte disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) em 2026. Segundo o estudo, partidos tradicionais poderão perder espaço e deputados com mandato correm sério risco de ficar fora da próxima legislatura.
O levantamento apresentado por Iuri aponta que cerca de dez partidos devem entrar competitivos na corrida eleitoral, elevando a concorrência e tornando mais difícil a reeleição de parlamentares. O principal impacto, segundo a projeção, pode ocorrer no União Brasil, legenda que atualmente reúne uma das maiores bancadas e que, conforme o cálculo apresentado, teria potencial para eleger apenas cinco deputados estaduais.
No vídeo publicado nas redes sociais, o especialista afirmou que o objetivo não é prever o resultado definitivo da eleição, mas demonstrar como as chapas estão sendo desenhadas e como o sistema de quociente eleitoral pode alterar drasticamente o cenário político.
Entre os nomes citados no União Brasil aparecem deputados estaduais como George Lins, Carlos Bessa, Doutor Gomes, Adjuto Afonso, Mário César Filho e Wanderley Monteiro, além do ex-secretário estadual Marcellus Campêlo e da vereadora Professora Jacqueline.
A projeção considera um crescimento de aproximadamente 9% no número de votos válidos em relação à eleição passada, estimando cerca de 2,15 milhões de votos válidos em 2026. Com isso, o quociente eleitoral projetado seria de aproximadamente 89,5 mil votos.
Pelas contas apresentadas, na distribuição inicial das vagas por quociente partidário, o União Brasil faria quatro cadeiras; o Avante, três; MDB, três; PSD, três; PL, duas; enquanto Podemos, Republicanos, Federação PT-PCdoB-PV e Agir garantiriam uma vaga cada.
Na fase das sobras eleitorais, porém, o cenário muda e amplia a competitividade. Segundo a análise, Avante, Podemos, Republicanos, MDB e União Brasil seriam beneficiados pelas médias partidárias, fechando a projeção final com cinco cadeiras para o União Brasil, quatro para Avante e MDB, três para PSD, duas para PL, Podemos e Republicanos, além de uma vaga para a Federação PT-PCdoB-PV e outra para o Agir.

Um dos pontos destacados por Iuri Albuquerque é a situação do PDT. Apesar de a legenda não alcançar vagas na projeção inicial, a diferença para conquistar uma cadeira pelas sobras aparece pequena, o que demonstra, segundo ele, o nível de imprevisibilidade da disputa. Ao final do vídeo, o advogado reforçou que as projeções apresentadas servem apenas para explicar a dinâmica da eleição proporcional e destacou que o resultado definitivo só será conhecido após a apuração oficial dos votos em 2026.
Ao final da análise, Iuri Albuquerque reforçou que a eleição para deputado estadual tende a ser uma das mais disputadas dos últimos anos no Amazonas e alertou que o desenho das chapas poderá mudar até o período das convenções partidárias.







