Técnico Carlo Ancelotti no comando do treino do Brasil durante a Copa do Mundo • Rafael Ribeiro/CBF

O técnico Carlo Ancelotti revelou que foi procurado pela Federação Italiana de Futebol, mas recusou o convite para permanecer no comando da Seleção Brasileira. Em entrevista ao portal ge, o treinador afirmou que sua decisão foi motivada pelo compromisso assumido com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e com o projeto da equipe nacional.

Ancelotti possui contrato com a CBF até a Copa do Mundo de 2030 e reafirmou o desejo de dar continuidade ao trabalho iniciado à frente da equipe.

Italiano priorizou projeto com o Brasil

Segundo o treinador, o contato da federação italiana ocorreu após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026, diante da Noruega.

Apesar do interesse da seleção de seu país natal, Ancelotti explicou que não cogitou deixar a Amarelinha.

“Simplesmente teve contato da federação, mas não é um problema de contrato, é de compromisso. Eu tenho compromisso com o Brasil não por ter assinado o contrato. Tenho compromisso pelo ano que passei aqui, fui muito bem recebido e não quero cortar esse compromisso. Quero seguir trabalhando e seguir com a Seleção”, afirmou.

Itália buscou outros treinadores

Após a negativa de Ancelotti, a Federação Italiana também consultou outros nomes do futebol internacional, entre eles Pep Guardiola e Andrea Pirlo.

Sem sucesso nas negociações, a entidade promoveu mudanças internas, e os dirigentes Paolo Maldini e Leonardo deixaram seus cargos após cerca de duas semanas.

Nesta quarta-feira (29), a Itália anunciou oficialmente Roberto Mancini como novo treinador da seleção.

Renovação para a Copa de 2030

Com o vínculo renovado antes da disputa da Copa do Mundo de 2026, Ancelotti já iniciou o planejamento para o próximo ciclo mundialista.

O treinador confirmou que pretende promover uma ampla renovação no elenco e indicou que jogadores como Neymar, Danilo e Casemiro não fazem parte dos planos para a preparação visando a Copa do Mundo de 2030.

A expectativa é que a comissão técnica passe a apostar em uma nova geração de atletas para conduzir a Seleção Brasileira no próximo ciclo.

Artigo anteriorSobe para três o número de mortos após ventos fortes atingirem o estado de São Paulo
Próximo artigoAncelotti indica fim de ciclo de Neymar na Seleção e aposta em renovação para a Copa de 2030