
Nesta sexta-feira (17/4), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, reuniu-se com a secretária de Estado da Segurança da Espanha, Aina Calvo Sastre, para discutir a ampliação das frentes de atuação conjunta entre a PF e as instituições de segurança pública espanholas, além de novas iniciativas de cooperação policial internacional.
O encontro ocorreu no Palácio de Pedralbes, em Barcelona, e integrou a programação da 1ª Cúpula Bilateral entre Brasil e Espanha. O evento contou com a presença do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez.
Durante a reunião, foram abordados temas como a participação da PF no European Operational Taskforce, unidade coordenada pela Policía Nacional da Espanha na cidade de Málaga; a possibilidade de atuação da Espanha junto ao recém-inaugurado CCPI da Amazônia, em Manaus; e a criação do Centro Nacional de Triagem de Notificações, previsto no decreto presidencial que regulamenta o ECA Digital, entre outras iniciativas.
Na ocasião, as autoridades destacaram os resultados da cooperação internacional em diversas frentes. Entre eles, a recente apreensão de uma embarcação semissubmersível que transportava quase 10 toneladas de cocaína com destino à Europa — ação conjunta da Polícia Federal com autoridades espanholas e de outros países —, além do compartilhamento do sistema Rapina, desenvolvido pela PF para investigar crimes de exploração sexual infantojuvenil, que passará a ser utilizado pelas polícias da Espanha.
“A intensa relação entre Brasil e Espanha vai muito além da proximidade cultural e econômica, e a segurança pública também faz parte desse contexto. Um exemplo é a participação da PF em centros integrados e em redes de investigação naquele país, assim como a presença de policiais espanhóis no nosso Centro de Cooperação Internacional (CCPI), no Rio de Janeiro. Esse trabalho é complementado pelas adidâncias: a da PF em Madri e a da polícia espanhola no Brasil”, afirmou Andrei Rodrigues.
Para a PF, o trabalho integrado da Global Drug Intelligence Network (GDIN), coordenada pela Guardia Civil da Espanha, com a participação de policiais brasileiros, tem contribuído para importantes apreensões de drogas traficadas por via marítima.
“Com as redes de crime organizado cada vez mais integradas em nível global, a cooperação internacional é essencial para as forças de segurança”, concluiu.
Com informações do Metrópoles.







