
MANAUS – Uma ação integrada entre a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), e a Polícia Militar (PMAM), resultou na prisão em flagrante de 23 pessoas nesta quinta-feira (16/04). O grupo é acusado de desmatamento em área de preservação permanente, falta de licenciamento ambiental e impedimento à regeneração da vegetação.
O Flagrante
A operação teve início após patrulhamentos de rotina da Polícia Militar. Segundo o delegado Guilherme Antoniazzi, titular da Dema, uma denúncia anônima alertou as equipes sobre um crime ambiental em andamento nas proximidades de um conjunto residencial.
“Foi relatado que um grupo de pessoas estaria desmatando uma área de preservação ambiental no bairro Compensa. A equipe se deslocou ao endereço e, com o auxílio de uma testemunha que indicou o local exato da invasão, conseguimos adentrar a mata”, explicou o delegado.
Ao chegarem ao local, os agentes cercaram o perímetro e encontraram um total de 25 pessoas em plena atividade ilícita, sendo 23 adultos e dois adolescentes.
Crimes e Corrupção de Menores
Além dos danos diretos à natureza, a polícia identificou que a presença dos jovens na atividade configurava outra infração grave. Por estarem acompanhados de menores de idade na prática dos delitos, os adultos também foram autuados por corrupção de menores.
Os materiais apreendidos e a área degradada passarão por perícia para avaliar a extensão dos danos ao ecossistema local.
Encaminhamentos
Após a voz de prisão, a ocorrência foi dividida da seguinte forma:
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Adultos (23 pessoas): Foram conduzidos inicialmente à unidade policial da área e, posteriormente, transferidos para a sede da Dema para os procedimentos cabíveis.
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Adolescentes (02 pessoas): Foram encaminhados à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), onde receberão o tratamento previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Penalidades
Os detidos responderão por:
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Desmatamento em área de preservação permanente;
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Execução de obra ou serviço sem licença ambiental;
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Impedimento à regeneração natural de florestas;
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Corrupção de menores.
Todos os envolvidos permanecem à disposição da Justiça e passarão por audiência de custódia.







