
O governo da Argentina anunciou nesta segunda-feira (7) que irá apresentar acusações criminais contra a empresa de energia Navitas Petroleum e seus executivos pela atuação nas Ilhas Malvinas, território cuja soberania é reivindicada pelo país sul-americano e controlada pelo Reino Unido.
A medida foi anunciada dias depois de o presidente Javier Milei afirmar que pretende impor sanções a empresas petrolíferas que realizem atividades de exploração no arquipélago.
Segundo comunicado da Presidência argentina, o ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, deverá apresentar uma denúncia contra subsidiárias e empresas parceiras da Navitas que atuam nas Malvinas, além dos respectivos diretores.
A empresa não havia se manifestado imediatamente sobre a decisão do governo argentino.
Argentina questiona licenças de exploração
O governo de Milei afirma que as companhias envolvidas violaram a legislação argentina ao manter licenças de exploração e produção de hidrocarbonetos concedidas pelo Reino Unido na região da Bacia Norte das Malvinas.
A ofensiva argentina ocorre em meio ao aumento das atividades de exploração de petróleo no arquipélago e à retomada do debate internacional sobre a soberania das ilhas.
Milei também anunciou que pretende encaminhar ao Congresso argentino um projeto de lei relacionado às Malvinas e intensificou o discurso sobre a reivindicação territorial após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Reino Unido reafirma controle sobre as ilhas
O Reino Unido mantém o controle das Malvinas, chamadas de Falkland Islands pelos britânicos, desde 1833. O governo britânico voltou a rejeitar as reivindicações argentinas.
O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, afirmou que a posição britânica sobre o território permanece “inabalável” e defendeu o direito de autodeterminação dos habitantes das ilhas.
O ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, classificou as declarações de Milei como reflexo da política interna argentina.
Trump volta a mencionar as Malvinas
A disputa ganhou novo elemento após Donald Trump afirmar recentemente que estava reavaliando a posição dos Estados Unidos sobre as Malvinas.
Trump chegou a questionar se o Reino Unido teria condições de defender novamente o arquipélago em um eventual conflito.
As declarações foram interpretadas pelo governo argentino como uma possível abertura para fortalecer a reivindicação sobre as ilhas. Milei, que mantém uma relação próxima com Trump, passou a adotar um tom mais firme sobre o tema.
Apesar de anteriormente defender a via diplomática como principal estratégia para recuperar a soberania das Malvinas, o presidente argentino agora enfrenta um cenário de maior tensão envolvendo exploração de petróleo, interesses britânicos e a posição dos Estados Unidos.







