O ex-prefeito de Manaus e pré-candidato a deputado federal Arthur Virgílio Neto reagiu duramente às declarações do influenciador Gabriel Silva, conhecido nas redes sociais como “Gordão”, que atacou a Zona Franca de Manaus e fez comentários considerados preconceituosos contra a população amazonense.

Em nota divulgada após a repercussão do vídeo, Arthur classificou as falas do influenciador como desinformadas e ofensivas ao Amazonas, defendendo o modelo econômico da Zona Franca e o papel estratégico da região para o Brasil.

“Procure a sua turma, porque aqui não tem lugar para você, nós somos pessoas inteligentes”, declarou Arthur Virgílio ao criticar o influenciador.

O ex-senador e ex-ministro afirmou que as declarações demonstram desconhecimento sobre a realidade da Amazônia e minimizam a importância da indústria instalada em Manaus, responsável pela geração de milhares de empregos diretos e indiretos.

Arthur destacou que a Zona Franca não representa privilégio fiscal, mas um modelo criado pelo Estado brasileiro para integrar a Amazônia ao desenvolvimento nacional e reduzir desigualdades regionais.

Segundo ele, atacar a ZFM significa desrespeitar trabalhadores amazonenses que dependem do Polo Industrial de Manaus para sustentar suas famílias.

Na nota, Arthur também rebateu a defesa feita pelo influenciador sobre a importação de produtos da China, afirmando que abrir mão da produção industrial brasileira seria prejudicial para a economia nacional.

O ex-prefeito ressaltou ainda que a Zona Franca desempenha papel importante na preservação ambiental da Amazônia ao oferecer alternativas econômicas sustentáveis e reduzir a pressão sobre a floresta.

Outro ponto criticado por Arthur Virgílio foi o tom de deboche utilizado pelo influenciador ao ironizar a localização das fábricas na região amazônica.

Para ele, tratar Manaus como caricatura reforça preconceitos históricos contra o Norte do país e ignora que a capital amazonense é um dos principais polos industriais e tecnológicos do Brasil.

A reação de Arthur ocorre após grande mobilização de amazonenses nas redes sociais em defesa da Zona Franca de Manaus. Políticos, empresários, ativistas e internautas passaram a rebater as declarações do influenciador e reforçar a relevância econômica e ambiental do modelo industrial amazonense.

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