O influenciador digital Gabriel Silva, conhecido nas redes sociais como “Gordão”, provocou revolta entre amazonenses após publicar um vídeo atacando a Zona Franca de Manaus e fazendo declarações ofensivas contra trabalhadores da região Norte. As falas repercutiram negativamente e geraram uma onda de críticas nas redes sociais.

Durante o vídeo, Gabriel criticou o modelo industrial da Zona Franca e afirmou que os produtos fabricados em Manaus encarecem o custo final no país. Em um dos trechos mais polêmicos, o influenciador utilizou o termo “índios” de forma pejorativa ao se referir à população amazonense.

“Aí as pessoas têm que pagar muito mais caro porque a gente tem que ficar empregando estes índios aí”, declarou.

Na gravação, Gabriel Silva também afirmou que as indústrias instaladas em Manaus “não fabricam nada” e ironizou a logística da região amazônica ao questionar a existência das fábricas no estado.

As declarações provocaram indignação imediata entre internautas, que passaram a defender a importância econômica e ambiental da Zona Franca de Manaus, considerada um dos principais polos industriais do país.

Criada há 59 anos, a ZFM é responsável pela geração de milhares de empregos diretos e indiretos no Amazonas e é apontada como um dos pilares da preservação ambiental da Amazônia, justamente por criar alternativas econômicas sustentáveis na região.

Entre as reações públicas, o deputado federal Capitão Alberto Neto criticou duramente as falas do influenciador.

“A ignorância é pior que a fome”, escreveu o parlamentar. Em outra postagem, ele ironizou o discurso de Gabriel Silva ao afirmar que responderia após “descer da casa da árvore e alimentar as onças”.

A assessora e ativista social Thássia Benazir Zaffer Sardi também rebateu as declarações e afirmou que o influenciador demonstrou preconceito e desconhecimento sobre a importância do Norte para a economia nacional.

Segundo ela, usar o termo “índio” como ofensa revela ignorância e desrespeito aos povos originários e à população amazônida.

A repercussão do caso continuou ao longo desta segunda-feira (11), com centenas de comentários de amazonenses cobrando respeito à população da região e à importância estratégica da Zona Franca para o Brasil.

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