
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (1º) que sejam investigadas todas as pessoas que possam ter relação com o caso envolvendo o Banco Master, independentemente do cargo ou da posição que ocupem. Sem citar nomes, Haddad afirmou que as apurações precisam avançar até que os responsáveis sejam identificados e submetidos às consequências previstas pela legislação.
Durante agenda de campanha em Hortolândia, no interior de São Paulo, o petista afirmou que a investigação não deve fazer distinção entre autoridades e outros envolvidos. Segundo ele, o caso é grave e precisa ser esclarecido por completo para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
Haddad também mencionou a existência de diferentes investigações relacionadas ao caso e defendeu que todos os fatos sejam analisados pelas autoridades competentes. Para o candidato, a apuração deve alcançar qualquer pessoa que eventualmente tenha participação nos acontecimentos.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que o ministro André Mendonça sugeriu que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) avalie se o ministro Alexandre de Moraes deve ser formalmente incluído como investigado no caso envolvendo o Banco Master.
A possibilidade passou a ser discutida após a divulgação de mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Conforme informações que vieram a público, os diálogos indicariam que o ministro teria conversado com o empresário sobre a possibilidade de ele ser alvo de uma operação da Polícia Federal.
Ao comentar o episódio, Haddad afirmou que ninguém deve estar acima ou abaixo da lei e defendeu que os procedimentos previstos sejam respeitados durante a investigação. Na avaliação do candidato, o processo deve seguir todas as etapas legais, mas precisa resultar na responsabilização daqueles que eventualmente tenham cometido irregularidades.
Durante o evento político, o petista classificou o episódio envolvendo o Banco Master como uma das maiores fraudes bancárias já registradas no país. Haddad afirmou que as suspeitas teriam alcançado diferentes setores e poderiam envolver autoridades dos três Poderes, além de governos estaduais e municipais.
Segundo o candidato, os valores envolvidos seriam de dezenas de bilhões de reais e teriam impacto sobre recursos de diferentes instituições e setores da economia. Entre os exemplos citados por ele estão fundos ligados à indústria, operações de crédito, fundos de pensão e recursos administrados por órgãos públicos.
Haddad afirmou ainda que sempre defendeu a apuração completa dos fatos e que continuará cobrando o esclarecimento do caso. Para o candidato, a dimensão das suspeitas exige que as investigações avancem de maneira independente e que eventuais responsáveis sejam responsabilizados conforme as regras previstas na legislação.
A discussão sobre a possível inclusão de Alexandre de Moraes como investigado deverá ser analisada pelo plenário do STF, caso a sugestão apresentada por André Mendonça avance. A avaliação deverá considerar os elementos reunidos até o momento e definir os próximos passos em relação à participação do ministro nas investigações.







