Foto: Matheus Rodrigues / Aleam

Em julho, o Amazonas intensifica a campanha nacional “Julho Amarelo”, instituída pelo Ministério da Saúde (MS) para ampliar a prevenção e conscientização sobre as hepatites virais, incentivando a testagem, aumentando o acesso ao tratamento e reduzindo o estigma associado à doença. A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) tem papel fundamental na criação de normas que fortalecem políticas públicas de prevenção, diagnóstico e tratamento.

Entre as principais iniciativas está a Lei nº 6.743/2024, da deputada Dra. Mayara Pinheiro Reis (Republicanos), que institui o estímulo à realização de teste rápido de hepatites para todos os usuários de hospitais, maternidades, unidades de saúde públicas e privadas do Estado. “É preciso incentivar, apoiar e fortalecer o trabalho, e cada vez mais descentralizar o serviço, para que a população tenha acesso fácil ao teste”, acredita a parlamentar.

Outro exemplo é a Lei nº 3.760/2012, do deputado Abdala Fraxe (Avante), criando a Campanha Permanente de Esclarecimento e Prevenção do Contágio de Hepatite de Todos os Tipos, voltada para os profissionais de salões de beleza e estabelecimentos congêneres.

A Lei nº 4.461/217, do deputado Sinésio Campos (PT), institui julho como o mês oficial de mobilização no Amazonas e estimulando a realização de campanhas educativas e atividades voltadas à conscientização sobre hepatites virais.

O que é

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Hepatites são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos frequente no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.

Números da doença no Amazonas

Segundo dados da Fundação Vigilância em Saúde, o Amazonas registrou 309 casos de hepatites virais entre janeiro e junho de 2025, uma redução de 34,8% em relação ao mesmo período de 2024. Segundo o órgão, foram 218 casos de Hepatite B; 81 casos de Hepatite C; 7 casos de Hepatite D e 3 casos de Hepatite A. A queda é atribuída às ações de prevenção e imunização, especialmente durante o Julho Amarelo.

O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde também aponta que, entre 2014 e 2024, o Amazonas reduziu em 18,5% os óbitos por hepatite B, passando de 27 para 22 mortes. Em relação à hepatite C, 133 pessoas tiveram indicação para tratamento em 2024, das quais 82 iniciaram acompanhamento.

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