Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (22) pelo PoderData aponta que a maioria dos brasileiros considera o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) melhor do que a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O levantamento mostra que 51% dos entrevistados avaliam positivamente a comparação com o governo anterior, enquanto 34% afirmam que a atual administração é pior.

Outros 8% disseram que os dois governos são iguais, e 6% não souberam ou preferiram não responder à pesquisa.

Em relação ao levantamento anterior, realizado em junho, houve uma mudança significativa na percepção dos entrevistados. O percentual dos que consideram o governo Lula superior ao de Bolsonaro subiu de 41% para 51%, um avanço de 10 pontos percentuais. Já a parcela que avalia a atual gestão como pior caiu de 37% para 34%.

Também houve redução entre aqueles que afirmavam não haver diferença entre as duas administrações. Esse grupo passou de 21% em junho para 8% na pesquisa mais recente.

Os dados mostram diferenças de percepção conforme a região do país. No Nordeste, 63% dos entrevistados afirmaram que o governo Lula é melhor do que o de Jair Bolsonaro, o maior índice registrado entre as regiões brasileiras.

A avaliação também varia conforme a renda dos participantes. Entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos, 56% consideram a atual gestão superior à anterior, enquanto 31% afirmam que o governo petista é pior.

Já entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, a pesquisa identificou um empate técnico. Nesse grupo, 42% avaliam o governo Lula como melhor que o de Bolsonaro e outros 42% têm a percepção oposta.

O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 20 de julho de 2026, por meio de entrevistas telefônicas com eleitores em todo o país. Ao todo, foram ouvidas 2.500 pessoas em 147 municípios distribuídos pelas 27 unidades da Federação.

Segundo o PoderData, a pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Como o estudo não trata de intenção de voto, não há necessidade de registro na Justiça Eleitoral.

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