Caças da Força Aérea Israelense em solo • Israel Defense Forces via CNN Newsource

Um ataque aéreo de Israel matou, neste domingo (26), um oficial de alto escalão do serviço de segurança interna administrado pelo Hamas na Faixa de Gaza. A ofensiva ocorreu na cidade de Deir al-Balah, no centro do território palestino, e também vitimou outro integrante da corporação, segundo equipes médicas e autoridades locais.

De acordo com o Ministério do Interior, controlado pelo Hamas, morreram no ataque o coronel Wael El-Ledawi, chefe do serviço de segurança no centro de Gaza, e o major Ramez Abu Zraiq, que o acompanhava no momento da explosão.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram a realização de um ataque contra um integrante do Hamas, mas não divulgaram detalhes sobre a identidade do alvo.

Israel intensifica ofensiva contra integrantes do Hamas

Nos últimos meses, Israel tem ampliado as operações contra membros das forças de segurança administradas pelo Hamas na Faixa de Gaza.

Segundo o governo israelense, diversos integrantes da polícia ligada ao grupo também atuam em seu braço militar e representam ameaças diretas às tropas israelenses e ao território de Israel.

Já o Hamas afirma que os bombardeios contra suas estruturas de segurança têm como objetivo provocar instabilidade e ampliar o caos no enclave palestino, além de representar uma violação do cessar-fogo firmado em outubro com mediação dos Estados Unidos.

Conflito continua apesar da trégua

Autoridades de saúde da Faixa de Gaza informam que mais de 1.190 palestinos, a maioria civis, morreram em ataques israelenses desde a entrada em vigor do cessar-fogo.

Embora o acordo tenha reduzido os confrontos em larga escala, os ataques aéreos e operações militares continuam ocorrendo quase diariamente. No mesmo período, quatro soldados israelenses morreram em ações atribuídas a militantes em Gaza.

Crise humanitária persiste

Atualmente, Israel mantém controle efetivo sobre cerca de 64% da Faixa de Gaza, segundo estimativas citadas pelas autoridades locais.

Após quase dois anos de guerra iniciada pelo ataque do Hamas ao sul de Israel, em 2023, grande parte da infraestrutura do território foi destruída. A maioria dos cerca de 2 milhões de habitantes vive em condições precárias, abrigada em tendas improvisadas ou edifícios parcialmente danificados, enquanto enfrenta dificuldades de acesso a alimentos, água, medicamentos e outros serviços essenciais.

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