
Uma mulher de 40 anos morreu e outras 12 pessoas ficaram feridas, entre elas seus dois filhos, após um ataque russo contra a cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, neste domingo (26). A informação foi confirmada por autoridades locais.
Segundo o prefeito de Kharkiv, Ihor Terekhov, o bombardeio foi realizado com um míssil do tipo Banderol e atingiu uma área residencial, provocando a destruição de uma casa e danos em mais de dez imóveis.
Vizinhos relataram que a vítima havia se mudado para a cidade com a família há cerca de um ano.
Crianças ficaram entre os feridos
De acordo com o governador da região de Kharkiv, Oleh Syniehubov, o filho da vítima, de 10 anos, foi levado ao hospital com ferimentos provocados pela onda de choque da explosão.
Já a filha, de 17 anos, recebeu atendimento no local após sofrer uma crise de estresse agudo.
Equipes de emergência permaneceram na área durante todo o dia realizando buscas entre os escombros, além de prestar atendimento médico às vítimas.
Escalada de ataques
O novo bombardeio ocorre em meio à intensificação das ofensivas russas contra cidades ucranianas.
Na última sexta-feira (24), um ataque com míssil balístico atingiu um evento da indústria de defesa na região de Kiev, deixando 10 mortos e quase 100 feridos. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o encontro jamais deveria ter sido realizado nas condições em que ocorreu.
Também na sexta-feira, um ataque russo com bomba aérea matou cinco pessoas e deixou outras nove feridas em Sloviansk, no leste do país. Horas depois, um novo bombardeio na cidade deixou mais 16 feridos e provocou danos a edifícios residenciais.
Na região de Sumy, próxima à fronteira com a Rússia, um ataque com drone matou duas pessoas, enquanto em Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, outro bombardeio provocou um incêndio em um shopping center e deixou diversos feridos.
Guerra segue sem trégua
A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em fevereiro de 2022, após a invasão russa em larga escala ao território ucraniano. Desde então, ambos os lados negam realizar ataques deliberados contra civis, embora áreas residenciais continuem sendo frequentemente atingidas durante o conflito.







