
A capital da Ucrânia, Kiev, voltou a ser alvo de uma intensa ofensiva russa nas primeiras horas desta quinta-feira (2), no horário local. Uma série de fortes explosões foi registrada em diferentes regiões da cidade durante um ataque que, segundo autoridades ucranianas, envolveu drones e mísseis balísticos.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades locais, um prédio residencial foi destruído durante a ofensiva. Além disso, um edifício de vários andares foi atingido e ficou em chamas, mobilizando equipes de emergência.
Imagens registradas por jornalistas que acompanham a situação na capital mostraram moradores deixando suas casas às pressas e procurando abrigo em estações de metrô, utilizadas como refúgio durante bombardeios.
Zelensky havia alertado para ofensiva
Horas antes dos ataques, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os serviços de inteligência haviam identificado indícios de que a Rússia preparava uma ofensiva de grandes proporções durante a madrugada.
Em publicação na rede social X, o líder ucraniano pediu que a população permanecesse em alerta.
“Hoje, peço ao nosso povo na Ucrânia que tenha cuidado especial, mantenham-se em segurança e protejam suas famílias e crianças, certifiquem-se de buscar abrigo e prestem atenção aos alertas de ataques aéreos”, escreveu.
Zelensky acrescentou que as informações de inteligência apontavam que o presidente russo, Vladimir Putin, vinha planejando um ataque de grande escala há algum tempo.
“Sabemos que Putin vem preparando um ataque massivo contra a Ucrânia há algum tempo. Essa é exatamente a ameaça que enfrentamos esta noite”, afirmou.
Defesa aérea foi acionada
O prefeito de Kiev informou que os sistemas de defesa aérea ucranianos foram acionados para tentar interceptar drones e mísseis lançados pelas forças russas.
Até a publicação desta reportagem, as autoridades ainda não haviam divulgado um balanço oficial sobre vítimas ou a extensão dos danos causados pela ofensiva.
O ataque ocorre em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, que segue marcada por bombardeios frequentes contra cidades ucranianas e sucessivas operações militares em diferentes frentes do conflito.







