
Ao menos três palestinos morreram neste sábado (1º) em ataques atribuídos a Israel na Faixa de Gaza, segundo autoridades locais. Os bombardeios também atingiram um depósito de suprimentos médicos do Hospital Al-Aqsa, em Deir al-Balah, na região central do território palestino, provocando danos significativos à estrutura de armazenamento da unidade de saúde.
De acordo com testemunhas, um drone teria lançado um míssil contra uma residência nos arredores de Deir al-Balah, provocando uma forte explosão. Em comunicado, o Hospital Al-Aqsa informou que recebeu uma pessoa gravemente ferida e um idoso que já chegou sem vida à unidade.
O chefe do Conselho Nacional Palestino, Rawhi Fattouh, condenou a destruição do depósito de medicamentos e classificou o episódio como um “novo crime de guerra” e uma violação do direito internacional humanitário.
Em outro ataque registrado neste sábado, moradores relataram que uma aeronave israelense bombardeou uma reunião de palestinos no bairro de Sheikh Radwan, ao norte da Cidade de Gaza. Segundo fontes médicas locais, duas pessoas morreram e várias ficaram feridas. Os sobreviventes foram encaminhados para atendimento no Hospital Al-Shifa.
As autoridades de saúde da Faixa de Gaza informaram ainda que, nas últimas 48 horas, os hospitais do território receberam oito corpos e atenderam 76 pessoas feridas em decorrência dos confrontos.
Segundo o balanço divulgado pelas autoridades palestinas, desde a entrada em vigor do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, em outubro de 2025, os ataques israelenses já deixaram 1.222 mortos. Com isso, o número total de vítimas fatais na Faixa de Gaza desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, chegou a 73.349, de acordo com os dados oficiais do governo local.
Até a última atualização desta reportagem, o governo de Israel não havia confirmado a autoria dos ataques nem se manifestado oficialmente sobre as ocorrências registradas neste sábado.







