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Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23) aponta que 75% dos entrevistados são favoráveis à proibição das plataformas de apostas online, conhecidas como bets, no Brasil. Do total, 71% afirmaram concordar totalmente com a medida, enquanto 4% disseram concordar parcialmente. Outros 17% discordam da proibição e 8% não concordam nem discordam.

O percentual de apoio à proibição aumentou dois pontos percentuais em relação ao levantamento realizado em abril, quando 73% dos entrevistados defendiam a medida. No mesmo período, a parcela contrária à proibição caiu de 21% para 17%, enquanto o grupo que não concorda nem discorda passou de 6% para 8%.

O levantamento também mediu a opinião dos entrevistados sobre outras medidas relacionadas ao setor. Para 84%, as empresas de apostas deveriam pagar mais impostos. Desse grupo, 81% concordam totalmente com a afirmação e 3% concordam parcialmente.

A publicidade das bets também foi abordada. Ao todo, 79% dos entrevistados afirmaram concordar com algum tipo de limitação à propaganda das plataformas. Outros 7% não concordam nem discordam, enquanto 14% demonstraram algum grau de discordância.

A pesquisa ainda questionou os participantes sobre o acesso de crianças e adolescentes às plataformas de apostas. A maior parte dos entrevistados considera que menores de idade conseguem acessar as bets com facilidade.

Bets como fonte de renda

A associação das apostas online à possibilidade de complementar a renda ou investir dinheiro apresentou elevado nível de discordância entre os entrevistados. Ao todo, 88% rejeitaram essa ideia, sendo 84% totalmente contrários e 4% parcialmente contrários.

A discussão sobre o tema também envolve regras de publicidade. Em julho deste ano, o Ministério da Fazenda publicou portarias que determinaram a inclusão de alertas em campanhas e peças publicitárias de apostas esportivas, destacando que apostas não devem ser tratadas como investimento ou fonte de renda.

Quando questionados sobre os efeitos das bets na sociedade, 59,9% dos entrevistados disseram considerar que as apostas online trazem somente prejuízos. Outros 28,6% avaliaram que elas provocam mais prejuízos do que benefícios.

Para 5,7%, os benefícios e prejuízos ocorrem na mesma proporção. Apenas 0,7% consideram que as apostas trazem somente benefícios, enquanto 0,2% avaliam que elas geram mais benefícios do que prejuízos. Outros 4,9% não souberam responder.

Responsabilidade pela disseminação

A pesquisa também perguntou aos entrevistados quem consideram ser o principal responsável pela disseminação das apostas online no Brasil. Para 36%, a responsabilidade é atribuída ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 25,4% apontaram o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O Congresso Nacional foi citado por 16,5% dos participantes, enquanto 0,7% apontaram o Supremo Tribunal Federal (STF). Para 6,4%, nenhuma das instituições ou governos apresentados foi responsável pela disseminação das bets. Outros 15% não souberam responder.

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.015 adultos entre os dias 17 e 22 de setembro de 2026. O levantamento foi realizado por meio de recrutamento digital aleatório, tem margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04739/2026.

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