
O senador Eduardo Braga (MDB-AM), candidato à reeleição, reforçou seu apoio à proposta que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias e tem apenas um de folga. A matéria já começou a ser analisada pelo Senado e poderá avançar para votação a partir de 31 de agosto.
Braga, que lidera o MDB no Senado Federal, defende que o Congresso avance na discussão de uma mudança que permita ao trabalhador ter mais tempo para descanso e convivência com a família, sem redução salarial.
Na prática, conforme as informações do release, a proposta em análise reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e assegura dois dias de folga.
“Quem trabalha seis dias e tem só um de folga sabe como essa rotina é pesada. Muitas vezes, esse único dia é usado para resolver as coisas de casa e, quando termina, já está na hora de voltar ao trabalho. Precisamos fazer essa discussão e buscar uma mudança que melhore a vida do trabalhador sem reduzir o salário”, afirmou Braga.
Proposta já está em análise no Senado
O debate sobre o fim da escala 6×1 entra agora em uma nova etapa no Senado. A proposta está na comissão responsável por verificar sua constitucionalidade e poderá integrar a semana de votações que começa em 31 de agosto e segue até 4 de setembro.
O senador Omar Aziz (PSD-AM) foi escolhido para preparar o relatório que servirá de base para a análise da matéria.
Para Braga, o avanço da proposta precisa combinar a melhoria das condições de trabalho com medidas que preservem os empregos. O senador defende diálogo com trabalhadores e empresas durante a tramitação.
“É hora de encontrar um caminho que dê mais tempo para a família e para o descanso, mas que também preserve os empregos. É uma mudança importante para milhões de trabalhadores e precisa ser tratada com responsabilidade”, declarou.
MDB já defendeu urgência para proposta
O apoio de Braga ao fim da escala 6×1 também foi levado à bancada do MDB. Como líder do partido no Senado, ele colocou o tema entre as prioridades da legenda.
No dia 13 de agosto, a bancada decidiu por unanimidade defender urgência para a proposta, numa tentativa de acelerar sua tramitação no Congresso.
A discussão sobre mudanças na jornada está no Congresso desde 2019. Braga sustenta que chegou o momento de o Senado enfrentar o tema e avançar na busca por uma alternativa que garanta mais tempo livre aos trabalhadores sem redução da remuneração.
Para o senador, a mudança tem impacto direto na qualidade de vida de quem atualmente dispõe de apenas um dia semanal para conciliar descanso, família e outras obrigações pessoais.
Com a matéria já em análise e a possibilidade de votação a partir do fim de agosto, Braga reforça que o Senado deve dar uma resposta concreta aos trabalhadores sobre uma discussão que afeta a rotina de milhões de brasileiros.







