
Três dos quatro brasileiros que foram presos na Islândia já receberam uma data prevista para seu retorno ao Brasil. As datas estão previstas para os dias 17 e 18 de agosto. O quarto brasileiro ainda aguarda a confirmação, que possivelmente será no dia 19.
Victor Calixto, Lucas Barbosa, Vitor Young e Rui Amorim foram presos após uma abordagem da Guarda Costeira do país ao navio de ativistas contra a caça às baleias, realizada no último dia 30 de julho. A ação ocorreu durante um protesto contra a caça comercial do animal. Os manifestantes foram detidos no dia 31.
Entenda o caso
Uma embarcação auxiliar do navio dos manifestantes, conhecido como Bandero, foi lançada para interceptar a atividade do navio baleeiro, que acabou deixando a área. A abordagem teve início quando o Bandero localizou uma das duas últimas embarcações autorizadas a realizar a caça comercial de baleias-fin na Islândia.
Após essa ação, a Guarda Costeira islandesa iniciou uma operação com helicópteros e drones. Os agentes armados assumiram o controle do navio e conduziram a embarcação até Reykjavík, capital da Islândia.
O Bandero participa da Operação 86, missão organizada pela ONG internacional Captain Paul Watson Foundation. A expedição reuniu 21 tripulantes de 11 países com o objetivo de monitorar e impedir a continuidade da caça comercial de baleias-fin na Islândia.
Brasileiros presos na Islândia enfrentam dificuldades para deixar o país
Os 16 tripulantes de outras nacionalidades presos na Islândia já foram deportados ou tiveram a saída do país encaminhada. Enquanto isso, os quatro brasileiros tiveram maiores dificuldades para retornar ao Brasil.
A Sea Shepherd Brasil, ONG (Organização Não Governamental) que representa os brasileiros, afirma que chegou a pedir formalmente providências ao Itamaraty uma atualização sobre o posicionamento das autoridades islandesas.
Com informações da CNN Brasil, fontes envolvidas no caso, o retorno dos ativistas depende do governo da Islândia e da disponibilidade de um voo direto para o Brasil. Isso ocorre porque é necessário que um policial islandês acompanhe o preso até o destino final e, não existe voo do país direto para o território brasileiro.
Sendo assim, o agente não pode entrar em alguns países durante o trajeto.
Caça comercial de baleias-fin na Islândia
Enquanto isso, a situação que levou os brasileiros à Islândia permanece urgente. Ao todo, 45 baleias-fin foram mortas nesta temporada de caça, enquanto o Bandero, embarcação utilizada para tentar impedir os abates, permanece apreendido pelas autoridades islandesas e sem uma previsão para ser liberado.
Para a bióloga Larissa Uema, o cenário é preocupante, pois a baleia-fin está listada pela União Internacional para a Conservação da Natureza como em perigo de extinção. Ela explica que o animal demora pelo menos seis anos para entrar em maturidade sexual e tem um intervalo de dois a três anos entre uma nova reprodução.
A gestação desta espécie dura em torno de 11 a 12 meses e resulta, normalmente, em um único filhote.







