
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) — citada na ocorrência como Polícia Penal — apreendeu, nesta quarta-feira (1º), um telefone celular na cela onde está preso Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, no Complexo de Gericinó, na zona Oeste da capital fluminense.
Segundo a Corregedoria da instituição, informações obtidas pelo setor de inteligência indicavam que o detento estaria com um aparelho telefônico dentro da unidade prisional. Durante uma revista realizada na cela, os agentes encontraram o celular escondido entre livros.
Processo disciplinar
Após a apreensão, a Corregedoria informou que abrirá um processo administrativo disciplinar para apurar as circunstâncias da entrada e da posse do aparelho.
A investigação também irá verificar se houve eventual participação de servidores da unidade prisional na ocorrência.
Como medida imediata, Dr. Jairinho será encaminhado para isolamento disciplinar, conforme informou a administração penitenciária.
Em nota, a secretaria destacou que mantém ações permanentes de fiscalização para impedir a entrada de materiais proibidos nas unidades prisionais.
“A instituição reforça que mantém fiscalização constante nas unidades prisionais, atuando para impedir a entrada e circulação de itens proibidos, garantindo a segurança do sistema prisional fluminense”, informou.
Condenação
Dr. Jairinho cumpre pena de 43 anos de prisão após ser condenado, em junho de 2026, pelos crimes de homicídio qualificado e tortura pela morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos.
O caso teve grande repercussão nacional após a criança morrer em março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o então companheiro, no Rio de Janeiro.
Caso será levado à Polícia Civil
A ocorrência foi registrada e será apresentada na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), que ficará responsável pelos procedimentos relacionados à apreensão do aparelho celular.
As investigações seguem em andamento.







