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A Justiça de São Paulo negou, pela quinta vez, o pedido de prisão preventiva dos policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho Prado, acusados de matar o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos.

A decisão foi tomada por unanimidade pela 12ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que manteve o entendimento de que os réus podem continuar respondendo ao processo em liberdade, desde que cumpram as medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Os dois policiais foram denunciados por homicídio doloso e irão a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Tribunal manteve entendimento

Ao analisar o recurso apresentado pelos advogados da família da vítima, os desembargadores concluíram que não há requisitos legais para decretar a prisão preventiva dos acusados neste momento do processo.

Segundo o colegiado, os policiais continuam cumprindo regularmente as medidas cautelares impostas, como o comparecimento periódico à Justiça.

Além disso, os magistrados destacaram que o Ministério Público de São Paulo (MPSP) também se manifestou contra o pedido de prisão e entenderam que a assistência de acusação não possui legitimidade para requerer a medida nos moldes apresentados.

Família critica decisão

A nova decisão provocou indignação entre os familiares de Marco Aurélio.

Em manifestação pública, o pai da vítima, o médico Julio Cesar Cardenas, afirmou que recebeu o resultado com um sentimento de impotência e criticou o que classificou como excesso de formalismo jurídico.

Apesar da negativa, a família ainda poderá recorrer da decisão às instâncias superiores.

Relembre o caso

O estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta foi morto em novembro de 2024, dentro de um hotel localizado no bairro Vila Mariana, na zona sul da capital paulista.

Segundo a denúncia, o jovem correu para o interior do estabelecimento após atingir o retrovisor de uma viatura policial.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Marco Aurélio entra no hotel enquanto era perseguido por um policial militar armado.

PM mata estudante de medicina durante abordagem em SP

PM mata estudante de medicina durante abordagem em SP

PM mata estudante de medicina durante abordagem em SP

Nas gravações, um dos agentes segura o estudante pelo braço. Pouco depois, outro policial aparece e desfere um chute contra o jovem. Em seguida, ocorre o disparo que atingiu Marco Aurélio no abdômen.

Os policiais afirmaram no boletim de ocorrência que o estudante estava alterado, resistiu à abordagem e tentou tomar a arma de um dos agentes. No entanto, segundo a análise das imagens divulgadas, não é possível identificar essa tentativa.

Marco Aurélio foi socorrido e encaminhado ao Hospital Ipiranga, mas não resistiu aos ferimentos.

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