
A China afirmou neste sábado (30) que adotará medidas de retaliação caso a União Europeia (UE) avance com novas restrições comerciais consideradas discriminatórias por Pequim.
A advertência foi feita pelo Ministério do Comércio chinês após uma reunião da Comissão Europeia que debateu as relações econômicas com a China e possíveis mecanismos de defesa comercial para proteger setores estratégicos do bloco.
Em comunicado, o governo chinês declarou esperar que a União Europeia respeite as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), preserve o livre comércio e rejeite práticas protecionistas. No entanto, alertou que, caso Bruxelas implemente novas ferramentas comerciais e restrições unilaterais, a resposta chinesa será imediata.
“Se a União Europeia insistir em adotar medidas discriminatórias, a China responderá de forma firme e adotará ações eficazes para proteger seus próprios interesses”, afirmou o ministério.
Tensões comerciais aumentam
O posicionamento ocorre em meio às discussões da União Europeia sobre o fortalecimento de mecanismos para conter o aumento das exportações chinesas em setores considerados estratégicos.
Na sexta-feira (29), autoridades europeias analisaram propostas que podem ampliar a utilização de tarifas, cotas de importação e outras medidas para limitar a entrada de produtos subsidiados por governos estrangeiros.
Pequim avalia que essas iniciativas podem afetar diretamente exportações chinesas de segmentos como veículos elétricos, aço e painéis solares, ampliando as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo depois dos Estados Unidos.
Diálogo permanece aberto
Apesar do tom crítico, o Ministério do Comércio da China destacou que os canais de diálogo com a União Europeia continuam ativos.
Segundo o governo chinês, as duas partes discutem a criação de um mecanismo permanente de consultas sobre comércio e investimentos, além da realização de novas rodadas de negociações para administrar divergências e evitar uma escalada das disputas comerciais.
Nos últimos dias, Pequim já havia sinalizado a possibilidade de abrir investigações comerciais contra a União Europeia caso o bloco avance com propostas relacionadas ao chamado excesso de capacidade industrial, tema que tem sido alvo de preocupação crescente entre os países europeus.







