Lanchas iranianas disparando mísseis no Estreito de Ormuz • Reuters

As autoridades de Omã emitiram um alerta neste sábado (30) após a identificação de um objeto flutuante suspeito de ser uma mina naval no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.

O aviso foi divulgado pelo Centro de Segurança Marítima de Omã, que orientou marinheiros, pescadores e embarcações comerciais a adotarem máxima cautela durante a navegação na região.

Segundo o comunicado, o objeto foi localizado a oeste da Zona de Tráfego Costeiro do Estreito de Ormuz, dentro das águas territoriais omanitas.

“Devido ao avistamento de um objeto flutuante suspeito de ser uma mina naval a oeste da Zona de Tráfego Costeiro no Estreito de Ormuz”, informou o órgão, recomendando atenção redobrada aos navegantes.

As autoridades também orientaram que qualquer objeto suspeito seja mantido a uma distância segura e comunicado imediatamente aos órgãos responsáveis.

Região vive clima de tensão

O alerta ocorre poucos dias após as Forças Armadas dos Estados Unidos anunciarem ataques contra embarcações utilizadas para lançamento de minas nas proximidades do sul do Irã.

Na sexta-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluiu a retirada de minas do Estreito de Ormuz entre as exigências apresentadas ao governo iraniano durante negociações para um possível acordo regional.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o Irã deveria garantir a livre navegação na hidrovia, eliminar possíveis minas instaladas na região e renunciar definitivamente ao desenvolvimento de armas nucleares.

Além disso, o presidente norte-americano sugeriu que sanções e restrições marítimas impostas ao Irã poderiam ser flexibilizadas dentro de um eventual entendimento diplomático.

Irã critica exigências americanas

As declarações foram criticadas por integrantes do governo iraniano. Mohsen Rezaie, assessor do líder supremo Mojtaba Khamenei, acusou Washington de agir de forma incompatível com o processo de negociação.

“Como previsto, o presidente dos Estados Unidos está traindo a diplomacia pela terceira vez”, declarou.

Segundo ele, a manutenção do bloqueio naval e a apresentação de novas exigências demonstrariam que os Estados Unidos estariam buscando objetivos além da negociação.

Apesar das críticas, representantes iranianos afirmaram que o diálogo continua em andamento. O negociador Saeed Ajorloo informou que ainda existem divergências entre as partes, mas ressaltou que as conversas seguem avançando.

“Se o texto final for aprovado, iniciaremos um diálogo de 60 dias sobre os detalhes”, afirmou.

Sanções aumentam disputa

O episódio também ocorre após a inclusão da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) na lista de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Washington acusa o órgão de atuar em benefício da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e de obter receitas por meio da cobrança de embarcações que transitam pela região.

Em resposta, a PGSA afirmou que continuará operando normalmente e declarou que as sanções não impedirão suas atividades.

“O fato de estarmos sendo sancionados é um sinal do nosso desempenho positivo”, afirmou a autoridade em comunicado divulgado nas redes sociais.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das passagens marítimas mais estratégicas do planeta, sendo responsável pelo escoamento de grande parte do petróleo exportado pelos países do Golfo Pérsico.

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