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A China negou nesta sexta-feira (17) qualquer tentativa de interferência nas eleições dos Estados Unidos e classificou como infundadas as acusações feitas pelo presidente americano, Donald Trump. A resposta foi divulgada após o republicano voltar a afirmar que Pequim influenciou o pleito de 2020, apesar de as agências de inteligência dos EUA não terem identificado evidências que sustentem essa alegação.

As declarações de Trump ocorreram durante um discurso de quase 30 minutos na Casa Branca, na quinta-feira (16). Na ocasião, o presidente também mencionou documentos desclassificados para defender que o sistema eleitoral americano não é confiável.

Em entrevista coletiva realizada em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, rejeitou as acusações e reafirmou que o país segue o princípio da não interferência nos assuntos internos de outras nações.

Segundo Lin, as alegações feitas pelos Estados Unidos não possuem base factual e têm como objetivo prejudicar a imagem da China. O porta-voz afirmou ainda que o governo chinês nunca interferiu em eleições americanas e não possui interesse em influenciar o processo eleitoral do país.

Além de negar as acusações, Lin Jian pediu que Washington deixe de utilizar a China como tema recorrente do debate político interno. Para o representante do governo chinês, os Estados Unidos deveriam concentrar esforços em melhorar o relacionamento bilateral, em vez de recorrer a acusações contra Pequim durante disputas eleitorais.

A troca de declarações aumenta a tensão entre as duas maiores economias do mundo, que seguem acumulando divergências em áreas como comércio, segurança, tecnologia e política internacional. O tema da suposta interferência estrangeira em eleições continua sendo um dos pontos de atrito nas relações entre Washington e Pequim.

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