Joilson Souza
Joilson Souza

Por Joilson Souza

É comum enxergarmos o primeiro turno de uma eleição majoritária como uma arena de gladiadores. De um lado e de outro, candidatos empunham suas espadas ideológicas, inflamam suas militâncias e buscam, a qualquer custo, demarcar território. A lógica do “nós contra eles” parece imperar absoluta.

No entanto, a verdadeira maestria política não se revela na capacidade de aniquilar o adversário no grito, mas sim na habilidade de manter pontes intactas enquanto a batalha ainda rura. Política se faz com diálogo, especialmente entre lados opostos.

Essa premissa ganha contornos de pura sobrevivência pragmática quando olhamos para a dinâmica dos dois turnos. O primeiro turno não é o fim do jogo; é a triagem. E o candidato que entra nessa disputa de peito aberto, queimando todas as pontes e demonizando adversários moderados ou de campos adjacentes, frequentemente descobre que venceu uma batalha apenas para selar sua derrota na guerra final.

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