Colombianos votam na eleição presidencial de 31 de maio de 2026 • Long Visual Press/Universal Imag

O governo da Colômbia anunciou nesta terça-feira (16) um plano especial de segurança para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo (21). Entre as medidas está a oferta de recompensas que podem chegar a R$ 1,5 milhão para informações que ajudem a impedir atentados contra candidatos e ataques terroristas.

O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sánchez, que detalhou a ativação de um Centro Integral de Inteligência Eleitoral para monitorar possíveis ameaças durante o processo eleitoral.

Recompensas para prevenir crimes

Segundo o governo colombiano, cidadãos que fornecerem informações capazes de evitar atentados terroristas poderão receber até 200 milhões de pesos colombianos, valor equivalente a cerca de R$ 300 mil.

Já denúncias que contribuam para impedir ataques contra candidatos presidenciais poderão render recompensas de até 1 bilhão de pesos colombianos, aproximadamente R$ 1,5 milhão.

As autoridades afirmam que o objetivo é ampliar a colaboração da população na identificação antecipada de riscos à segurança pública.

Monitoramento reforçado

O Centro Integral de Inteligência Eleitoral identificou 90 locais considerados sensíveis em todo o território colombiano.

Esses pontos serão monitorados permanentemente por equipes de inteligência e forças de segurança antes, durante e após a votação.

Além disso, o governo informou que cerca de 408 mil integrantes das Forças Armadas e da Polícia Nacional estarão mobilizados para garantir a segurança do pleito.

Os agentes atuarão tanto no patrulhamento das ruas quanto no monitoramento digital para identificar possíveis ameaças ou ações criminosas relacionadas às eleições.

Campanha marcada por violência

O reforço no esquema de segurança ocorre após uma campanha eleitoral marcada por episódios de violência política.

Entre os casos citados pelas autoridades está o assassinato do pré-candidato presidencial Miguel Uribe durante um ato político em Bogotá no ano passado.

Também foram registrados o sequestro temporário de Aída Quilcué, candidata a vice-presidente na chapa governista, e assassinatos de integrantes da equipe de campanha de Abelardo de la Espriella.

Candidatos intensificaram proteção

Diante do cenário de insegurança, os principais candidatos adotaram medidas especiais de proteção durante os eventos de campanha.

O candidato de direita Abelardo de la Espriella realizou discursos em estruturas protegidas por vidros blindados.

Já De la Espriella e o governista Iván Cepeda participaram de atos públicos acompanhados por equipes de segurança equipadas com escudos balísticos dobráveis.

Disputa segue acirrada

Mais de 21 milhões de colombianos são esperados nas urnas para definir o próximo presidente do país.

A reta final da campanha segue marcada pelo clima de tensão e pelas preocupações com a segurança dos candidatos e eleitores.

Segundo levantamento divulgado pelo instituto AtlasIntel, Abelardo de la Espriella aparece com 50,9% das intenções de voto, enquanto Iván Cepeda registra 43,1%.

O segundo turno será realizado no próximo domingo (21).

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