
A líder da direita nacionalista francesa, Marine Le Pen, anunciou na noite de terça-feira (7) que disputará a eleição presidencial da França em 2027, mesmo após ser condenada por desvio de recursos do Parlamento Europeu.
O anúncio foi feito durante entrevista à emissora TF1, poucas horas depois de a Justiça confirmar sua condenação. Le Pen recebeu pena de três anos de prisão — sendo dois com execução suspensa — e deverá cumprir um ano sob monitoramento com tornozeleira eletrônica.
Apesar da condenação, a decisão judicial reduziu a punição relacionada à inelegibilidade, permitindo que ela continue apta a disputar a sucessão do presidente Emmanuel Macron.
Durante a entrevista, Le Pen afirmou que recorrerá novamente da decisão à Corte de Cassação, a mais alta instância criminal da França, na tentativa de reverter a condenação e retirar a obrigação do monitoramento eletrônico.
A dirigente também declarou que acredita na revisão da sentença antes das eleições de 2027.
Defesa e estratégia política
No julgamento do recurso, Marine Le Pen reconheceu que assessores pagos pelo Parlamento Europeu desempenharam atividades ligadas ao seu partido, então chamado Frente Nacional. No entanto, afirmou que acreditava que esse modelo de contratação era permitido e negou qualquer intenção de desviar recursos ou esconder irregularidades.
A política também criticou o Parlamento Europeu por, segundo ela, não ter alertado previamente sobre possíveis incompatibilidades nas contratações realizadas por sua equipe.
Seu advogado, Rodolphe Bosselut, sustentou que a carreira política de Le Pen depende do desfecho definitivo do processo e pediu aos magistrados que reconsiderassem a condenação.
Mesmo diante das restrições impostas pela Justiça, a líder francesa afirmou que não vê mais impedimentos para participar da disputa presidencial e reforçou que pretende manter sua candidatura enquanto busca reverter a decisão nos tribunais.
Com informações de Metrópoles







