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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a anexação da Groenlândia durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada nesta quarta-feira (8), em Ancara, na Turquia. Ao lado do secretário-geral da aliança, Mark Rutte, o republicano afirmou que o território é estratégico para a segurança dos EUA e voltou a criticar a Dinamarca e outros aliados da organização.

Segundo Trump, a Groenlândia tem importância militar para os Estados Unidos, especialmente diante do avanço das capacidades militares da China e da Rússia.

“A Groenlândia é muito importante para os Estados Unidos. Precisamos dela para a proteção do mundo, não apenas do nosso país”, declarou.

O presidente voltou a mencionar a ocupação da Dinamarca pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, afirmando que os dinamarqueses pediram aos EUA que administrassem a Groenlândia na época e que o território “não deveria ter sido devolvido”.

A Casa Branca pretende utilizar a ilha como parte do projeto “Domo de Ouro”, um sistema de defesa antimísseis considerado estratégico para ampliar a capacidade de proteção do território americano.

Durante o encontro, Mark Rutte afirmou que pretende implementar, de forma gradual, um acordo firmado entre os Estados Unidos e a Otan sobre a Groenlândia no início do ano, o que poderá facilitar a instalação do sistema de defesa na região.

Os detalhes desse entendimento não foram divulgados oficialmente. Na época das negociações, Trump afirmou que buscava obter “acesso total” ao território, enquanto o governo da Dinamarca reiterou que a soberania da Groenlândia não estava em negociação.

Trump também voltou a fazer críticas à Otan, afirmando estar insatisfeito com a postura da aliança em relação à Groenlândia e acusando os aliados de não apoiarem suficientemente os Estados Unidos diante do que classificou como ameaças representadas pelo Irã.

Com informações de Metrópoles

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