
Os confrontos entre Israel e o Hezbollah continuaram nesta segunda-feira (15), mesmo após declarações sobre um suposto acordo de paz envolvendo Irã e Estados Unidos. Tanto as Forças de Defesa de Israel (IDF) quanto o grupo libanês reivindicaram ataques realizados no sul do Líbano ao longo do dia.
Em comunicados divulgados no Telegram, o Hezbollah afirmou ter atingido tanques e veículos israelenses utilizando drones, lançadores de foguetes e artilharia. O grupo informou ainda que os confrontos permaneciam em andamento.
Israel relata ataques contra tropas
As Forças de Defesa de Israel informaram que combatentes do Hezbollah lançaram um míssil antitanque e diversos morteiros contra soldados israelenses que operavam no sul do território libanês.
Segundo o Exército israelense, nenhum militar ficou ferido durante a ação.
Ainda de acordo com os militares, a Força Aérea de Israel realizou ataques considerados “precisos” contra integrantes do Hezbollah em quatro ocasiões distintas ao longo desta segunda-feira.
Declarações sobre paz não interromperam hostilidades
A continuidade dos confrontos ocorre mesmo após o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, declarar no domingo (14) que um acordo de paz mediado entre Irã e Estados Unidos incluiria o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano.
Na prática, porém, os combates seguem ocorrendo na região fronteiriça.
Trump demonstra irritação com ataques israelenses
Segundo informações divulgadas pela CNN, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou forte insatisfação após Israel realizar ataques em um subúrbio de Beirute no domingo.
De acordo com um funcionário do governo norte-americano, Trump teria expressado sua irritação diretamente ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Posteriormente, o presidente americano publicou em suas redes sociais uma mensagem afirmando que não deveriam ocorrer novos ataques israelenses em nenhuma parte do Líbano.
Netanyahu mantém posição sobre presença militar
Apesar das manifestações vindas de Washington, o governo israelense sinalizou que não pretende alterar sua estratégia militar na região.
Em conversa com jornalistas nesta segunda-feira, Benjamin Netanyahu afirmou que ele e Donald Trump nem sempre compartilham das mesmas posições sobre questões de segurança.
O premiê também declarou que Israel continuará mantendo presença militar em áreas do sul do Líbano, além de operações em Gaza e na Síria.
“Pelo tempo que for necessário”, afirmou Netanyahu ao comentar a permanência das tropas israelenses nessas regiões.
A continuidade das operações aumenta as incertezas sobre a possibilidade de uma trégua duradoura no Oriente Médio, mesmo diante dos esforços diplomáticos anunciados nos últimos dias.







