
O pré-candidato a deputado federal e vereador Coronel Rosses (PL) rebateu as especulações de que o Partido Liberal estaria adotando uma postura mais branda em relação ao senador Omar Aziz (PSD), apontado pelas pesquisas de intenção de voto como um dos favoritos na disputa pelo Governo do Amazonas em 2026. Em entrevista ao podcast Arena Política, na sexta-feira (10), o parlamentar afirmou que o foco de atuação do grupo permanece voltado à fiscalização dos chefes do Poder Executivo.
Ao ser questionado se o PL estaria “passando pano” para Omar Aziz, Rosses negou qualquer mudança de estratégia e explicou que sua atuação política sempre esteve concentrada na cobrança de prefeitos, governadores e do presidente da República, por entender que são eles os responsáveis diretos pela administração pública e pelas decisões que impactam a vida da população.
Segundo o vereador, sua atuação nunca teve como prioridade atacar parlamentares.
“Nós fiscalizamos os gestores que tornam a vida das pessoas esse inferno que está. Eu nunca critiquei parlamentar. Nunca critiquei vereador, deputado estadual ou senador. Nós fiscalizamos prefeito, governador e presidente”, afirmou.
Rosses também disse que muitos parlamentares, em sua avaliação, deixaram de exercer o papel de fiscalização, citando vereadores que, segundo ele, teriam “passado pano” para irregularidades da Prefeitura de Manaus, assim como deputados estaduais que, na visão do parlamentar, deixaram de cobrar o governo de Wilson Lima.
Apesar das críticas ao comportamento de parte do Legislativo, o pré-candidato reforçou que não vê razão para direcionar ataques aos senadores da bancada amazonense.
Durante a entrevista, Rosses citou nominalmente Plínio Valério (PSDB), Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD), afirmando que nunca sofreu ataques políticos por parte deles.
“Eu nunca tive nenhum ataque do senador Plínio, do senador Eduardo Braga. O senador Omar não paga portal para bater na gente, de forma alguma”, declarou.
Para o vereador, essa é uma das razões pelas quais ele não considera necessário transformar os senadores em alvo de críticas durante a pré-campanha.
Rosses afirmou que a missão do grupo político do qual faz parte continua sendo denunciar problemas nas administrações municipais e estadual.
“Hoje nós continuamos no nosso papel, mesmo numa pré-campanha, de fiscalizar e mostrar o que anda fazendo de errado os prefeitos e os governadores.”
O parlamentar também contestou a narrativa de que a ausência de críticas a Omar Aziz representaria uma aproximação política entre o PL e o senador. Segundo ele, esse discurso tem sido alimentado por adversários para tentar desgastar o partido.
“Eles ficam criando uma narrativa: ‘Por que não bate no Omar?’. O senador Omar já nos atacou? Eu não vejo motivo para isso.”
Rosses afirmou ainda acreditar que esse posicionamento é compartilhado por outros integrantes da bancada do PL na Câmara Municipal de Manaus, como os vereadores Sargento Salazar e Capitão Carpê.
Na avaliação do pré-candidato, o momento exige que a oposição concentre esforços em fiscalizar aqueles que ocupam cargos no Executivo e que têm responsabilidade direta pela gestão pública.
“Hoje nós temos que atacar quem faz mal para a população de Manaus e do Estado do Amazonas. Todos nós sabemos quem é. Não vejo motivo para que isso aconteça no momento”, concluiu.
As declarações ocorrem em meio ao início da movimentação política para as eleições de 2026, quando partidos e pré-candidatos intensificam discursos e estratégias visando a disputa pelo Governo do Amazonas e pelas vagas na Câmara dos Deputados e no Senado.







