A crise no fornecimento de energia elétrica em São Gabriel da Cachoeira, marcada por apagões e semanas de racionamento, levou a Defensoria Pública do Estado do Amazonas a acionar a Justiça e cobrar uma solução imediata para o problema. A situação, que se arrasta desde o início do ano, tem afetado diretamente serviços essenciais e a rotina da população.

Entre janeiro e março, falhas em geradores e em um transformador da usina termoelétrica provocaram sucessivas interrupções no fornecimento, evidenciando problemas estruturais e de manutenção no sistema local. Os impactos foram sentidos principalmente na saúde pública, na conservação de alimentos e medicamentos e no acesso à comunicação, sobretudo em áreas mais isoladas do município.

Pressão institucional e ação judicial

Diante do cenário, a DPE-AM, em conjunto com o Ministério Público do Estado do Amazonas, ingressou com ação civil pública para exigir a regularização do serviço. O defensor público Marcelo Barbosa destacou a gravidade dos efeitos da crise.

“Os relatos mostram prejuízos diretos à população, especialmente no acesso a serviços básicos. É necessário que haja uma resposta rápida e efetiva por parte dos responsáveis”, afirmou.

Audiência expõe falhas e cobra soluções

Como parte do processo, foi realizada uma audiência pública no município, reunindo moradores, autoridades e representantes das empresas responsáveis pelo fornecimento de energia. O encontro serviu para registrar os impactos da crise e dar visibilidade às demandas da população.

Durante o debate, um dos pontos críticos levantados foi o baixo aproveitamento da energia solar na região, que opera com apenas cerca de 20% da capacidade instalada desde o fim de 2025, mesmo com o aumento da demanda.

Para a Defensoria, o espaço foi fundamental para consolidar informações e fortalecer a cobrança por soluções estruturais.
“Ouvimos diretamente a população e os envolvidos, o que permite incorporar essas demandas ao processo e buscar respostas mais efetivas”, explicou o defensor.

Situação segue sem solução definitiva

Apesar das medidas adotadas, a crise ainda não foi completamente resolvida, mantendo moradores sob instabilidade no fornecimento de energia. A expectativa agora é que a pressão judicial e institucional acelere providências para restabelecer a normalidade no município.

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